que na poeira da estrada
lacrimejam terra
suam areias
destilam cansaço
— tentam
controlar seus caminhos
— ardem
faces e corações
um sentimento agudo
— ruge
feras aprisionadas
em armadilha injusta
holocausto diário
novilhos e carneiros
— sentem
corpos angustiados
imploram pelas chuvas
preces
(serão ouvidas?)
em uivos longos
vigilantes
— surgem os cães
homens, bichos, feras
empoeirados
coberta de outros pós
ao longe a cidade
— armadilha fatal
pingo de chuva
(lágrima do céu?)
transforma
a aridez em lama
renascem esperanças.

Licença Creative Commons.




A obra 

4 comentários:
Até que venha essa lágrima, a vida é um amálgama de dor e de esperança.
Beijo pra você.
Que venham então as chuvas, Adelaide.
beijos
é preciso transformar
a aridez
da alma
dos homens, nydia.
beijos
José Carlos
E há tanto a ser transformado, tanto...
beijos
Postar um comentário