23/02/2009

PÁSSARO E FLOR

O homem constrói sua casa
E passa o resto da vida
Admirando sua obra
Não é a casa que admira
É sua própria imagem
Refletida nos vidros das janelas
No espelho d’água dos lagos
No mensageiro do vento das varandas
João de Barro e Narciso
— Pássaro e Flor
O homem. A casa. O espelho.

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10 comentários:

Héber Sales disse...

eu acredito mesmo que "o mundo" é em grande parte uma manifestação da nossa consciência. abraços.

Rabiscos da alma disse...

Fazia tempo que não vinha aqui, ando sem tempo pra net, mas foi como mergulhar em águas doces e deliciosamente gostosas. Bom demais te ler. Beijos

José Carlos Brandão disse...

Passei por aqui
plantei esta pedra
palavra de sombra.

Até a volta.
Beijo.

nydia bonetti disse...

Também creio nisto, Héber.
Obrigada
abraços
Nydia

nydia bonetti disse...

Senti sua ausência, Angélica. Mas também ando assim. Todo tempinho livre corro pra cá.
obrigada
beijos.

nydia bonetti disse...

Obrigada, José Carlos.
Pedra plantada, se regada também floresce... Em poemas, floresce.
beijo

BAR DO BARDO disse...

Para refletir-se...

nydia bonetti disse...

Henrique
A casa é mesmo emblemática, carregada de símbolos; está na nossa memória atávica, eu acho.
Obrigada
Abraços

Paulo de Carvalho disse...

soubesse, voaria....
assim como voam tuas palavras.

mas nem pássaro, nem casa.
um narciso de barro
aos moldes do verbo

pouso!

grato, Nydia, por teus versos.

nydia bonetti disse...

Grata pelos teus, Paulo!
beijo

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