Só fica com o resto
Da feira, da festa
Do arrasta-pé
Quem chega cedo
Fica na espera
Das frutas, dos doces
E do sanfoneiro
E quem não chega
É que nesta dança
Leva a melhor parte
Sua solidão
Fica em casa e dorme
Dorme muito e sonha
E sonhando julga
Poder ser feliz





A obra 
16 comentários:
Olá Nydia.
Na tua última foto de apresentação vejo que tens um cão, que se não me engano é de raça "Labrador". Eu enquanto não tenho uma foto para mostrar, tenho como apresentação o meu "Labrador" preto que se chama "Tobias". Qualquer dia vou arranjar uma foto minha para me conhecerem todos os bloguistas que me acompanham.
Até lá continuo a seguir o teu espaço de escrita, com os olhos do poeta. A tua descrição da feira é muito perspicaz. Quem chega tarde leva sempre com aquilo que os outros não querem.
Um beijo
Victor Gil
Olá, Victor
Já havia visto teu belo "Tobias". O meu é o "Bono" - também um labrador "alucinado" (tipo Marley, sabe?), que eu amo de paixão. Também não tenho nenhuma foto minha "decente" para colocar no perfil, então por enquanto ficamos assim: eu e Bono. ;)
A feira, a festa, a dança: melhor nem ir... Ando assim, uma preguiça só...
Beijo
Triste quando a melhor parte é a solidão.
... Mas que criativa é a solidão! Como nos encontramos conosco e com o universo e com Deus - em solidão. Não, não falemos mal da solidão.
Beijo.
que belezura de poema! ele é tingido dos ritos do tempo e dos trânsitos do corpo. gostei do que vi aqui. bjs
José Carlos
Sempre que me pergunto o que nos faz poetas, chego a conclusão que o que nos faz poetas é a solidão. Todo processo criativo é solitário. Então a solidão não é tão "fera" quanto parece, se é dela que surge a arte, a literatura, a poesia... Não falemos mal dela - se pudermos. ;)
Beijos
Orbigada, Gloria
Gostei muito do "Linhas ao Vento". Estarei seguindo, com certeza.
Beijos
Já dizia o poeta António Gedeão: Pelo sonho é que vamos...
Beijinhos.
Ah, mas é tão bom não chegar. Poder não. A solidão, do se quer chegar, é criativa. é só esperar o tempo
Tchi
Será mesmo que viver é melhor que sonhar?
Beijo
Compulsão
E eu tola, sigo em busca do destino do não chegar...
Mas a vida não é mesmo o caminho?
Beijos
Olá, Nydia, gostei desta conversa sobre os cães lá no início!
Adoro bichos e no meu blog postei o Guga (numa crônica) meu cão amado.
Lindo poema. Lembrei de Artur da Távola: ‘...quem tem vida interior, jamais padecerá de solidão’.
Bjs
Tais luso
Tais, também gosto muito dos bichos. Vou já, já, ler tua crônica.
Que saudade me deu esta frase de Artur da Távola... Meu pai adorava ouvi-lo.
Beijos
eu nunca participei de um arrasta-pé
eu tiro o pé do chão 1
depois
eu tiro o pé do chão 2
depois
etc.
e a solidão no calcanhar...
É por aí, Henrique...
Melhor mesmo é sonhar, deixar solta a imaginação para criar mundos possíveis e impossíveis.
Muito bom ler os seus poemas, Nydia.
Beijinhos.
Bom é ler teus poemas Sônia: minimalistas, essenciais e certeiros. Um dia eu aprendo com você e JC como escrever assim. Ainda jogo muitas palavras ao vento:):)
Beijos
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