Alçam vôo, as maritacas roucas,
ávidas, atrevidas.
Sempre em bandos, exageradamente livres,
dentro delas urgem rumores verticais.
Então mergulham, no ímpeto da vertigem
que não podem conter.
Escandalosas, arrastam folhas, levantam poeira,
chuvas de penas.
Que guardam nos olhos
depois de tanto sois nascer... se pôr
e suas asas depois de tantos ventos,
chuvas... tanto céu?
Ásperas gargantas depois dos gritos,
que sabem dos silêncios e das sedes?
São como nós, as maritacas verdes,
tudo que vive é,
mergulho cego no infinito azul.
DA TERRA
Há 2 horas

A obra 