15 de ago de 2009

juncus confusus

tempo
fera que ruge
sob as colunas do templo
anos, séculos, milênios
instantes
nos contemplam
e sob nossos olhos:

milagres,
miragens, miras
exércitos
de canções e lamentos
vestes e vultos

vinho e sangue

cascos que tinem
brados
granizos, assobios
desertos
lavas de vulcões

magma e vento

chagas que ardem
vermelhas
ferida carne
morrer é tão velho
quanto a vida

juncos sedentos:
inda vergamos
em busca
do consolo das águas
insaciável sede
que nos mantém
vivos
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