
Abro as veias: irreprimível,
Irrecuperável, a vida vaza.
Ponham embaixo vasos e vasilhas!
Todas as vasilhas serão rasas,
Parcos os vasos.
Pelas bordas - à margem -
Para os veios negros da terra vazia,
Nutriz da vida, irrecuperável,
Irreprimível, vasa a poesia.
(1934)
Tradução de Augusto de Campos
Nova Antologia Poesia Russa Moderna
Editora Brasiliense/1985
Esparsos em livrarias, acinzentados pela poeira e o tempo,
não vistos, não procurados, não abertos e não vendidos,
meus poemas serão saboreados como os vinhos mais raros -
quando eles envelhecerem.
De um poema escrito por Tsvétaïeva em 1913, que se tornaria uma profecia.

A obra 