
Alex Axon
I - O POÇO
Lá fora a noite
é um poço antigo quase
- estéril.
Os limos secos agarram-se às paredes
que de tão cansadas e esquecidas
- desmancham.
Nas poucas águas que restaram
refletidas luas e estrelas – azuis
- lembranças.
As cordas - por um fio - ainda tangem
a canção secular do atrito das roldanas
- lamentos.
Tremem ao toque das mãos rudes - vento
e à visão dos lábios e dos olhos
- sedentos.
Lá fora a noite
é um poço louco que delira
- e transborda.
Lá fora a noite
é um poço antigo quase
- estéril.
Os limos secos agarram-se às paredes
que de tão cansadas e esquecidas
- desmancham.
Nas poucas águas que restaram
refletidas luas e estrelas – azuis
- lembranças.
As cordas - por um fio - ainda tangem
a canção secular do atrito das roldanas
- lamentos.
Tremem ao toque das mãos rudes - vento
e à visão dos lábios e dos olhos
- sedentos.
Lá fora a noite
é um poço louco que delira
- e transborda.

A obra 