24/10/2009

hortelã


chaleira antiga sobre o fogão
a água ferve

na louça branca a erva fresca
- espera

em breve vai arder e liberar
sabores e aromas

o que então era incolor e frio
- vai colorir de verde

este raminho de hortelã, ser
queria tanto


* este chá foi parar no balaio

12 comentários:

José Carlos Brandão disse...

O poeta é um raminho de hortelã.
É meio pouco para dizer, mas é só não ter ares de grandeza, para ver que é coisa grande. Perfumar a vida - para que mais?

Beijo.

Lou Vilela disse...

Senti o aroma à distância! ;)

Bjs

BAR DO BARDO disse...

Eu quero uma xícara - e sem açúcar.

Kanauã Kaluanã disse...

Embriaguei-me de singeleza, de ternura poética, de cheiro verde de "ser".

Beber da tua poesia é sempre momento bom.

Um beijo, poetisa.

Katyuscia.

Mirse Maria disse...

Tadinho do raminho!

"ser tanto queria". Bélíssima construção que junto ao poema é únicamente seu!

Parabéns, Nydia!

Beijos
Mirse

Moacy Cirne disse...

Balaio com sabor de hortelão.
Hoje.

Um abraço.

Marcelo Novaes disse...

Nydia,





As duas cerimônias do chá extremamente elegantes.



:)







Beijos,








Marcelo.

Mara faturi disse...

Que delícia, voltar ( estava viajando) e poder aspirar este suave aroma. Tua poesia me perfuma;)
bjo grande

Úrsula Avner disse...

Delícia de chá poético Nydia ! Um mimo ! Suas construções poéticas a partir de coisas simples , me encantam ! Bj com carinho.

f@ disse...

Olá Nydia,

Doce e quente poesia ... ainda apita a chaleira...

e eu já sinto o perfume do chá...

beijinhos

Renata de Aragão Lopes disse...

Poesia
de sentidos...

marcelo cajui disse...

qualquer verso simples (que não é simples) que leio aqui no longitudes tem um toque bem especial.
Li a revista virtual que tem um texto seu. Gostei da iniciativa.
parabéns.

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