
chaleira antiga sobre o fogão
a água ferve
na louça branca a erva fresca
- espera
em breve vai arder e liberar
sabores e aromas
o que então era incolor e frio
- vai colorir de verde
este raminho de hortelã, ser
queria tanto
* este chá foi parar no balaio




A obra 

12 comentários:
O poeta é um raminho de hortelã.
É meio pouco para dizer, mas é só não ter ares de grandeza, para ver que é coisa grande. Perfumar a vida - para que mais?
Beijo.
Senti o aroma à distância! ;)
Bjs
Eu quero uma xícara - e sem açúcar.
Embriaguei-me de singeleza, de ternura poética, de cheiro verde de "ser".
Beber da tua poesia é sempre momento bom.
Um beijo, poetisa.
Katyuscia.
Tadinho do raminho!
"ser tanto queria". Bélíssima construção que junto ao poema é únicamente seu!
Parabéns, Nydia!
Beijos
Mirse
Balaio com sabor de hortelão.
Hoje.
Um abraço.
Nydia,
As duas cerimônias do chá extremamente elegantes.
:)
Beijos,
Marcelo.
Que delícia, voltar ( estava viajando) e poder aspirar este suave aroma. Tua poesia me perfuma;)
bjo grande
Delícia de chá poético Nydia ! Um mimo ! Suas construções poéticas a partir de coisas simples , me encantam ! Bj com carinho.
Olá Nydia,
Doce e quente poesia ... ainda apita a chaleira...
e eu já sinto o perfume do chá...
beijinhos
Poesia
de sentidos...
qualquer verso simples (que não é simples) que leio aqui no longitudes tem um toque bem especial.
Li a revista virtual que tem um texto seu. Gostei da iniciativa.
parabéns.
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