
íbis caminha sobre as águas
aves raras, não as vemos
aves cinzentas proliferam
deixam mais cinza o asfalto
e o céu, já encoberto de fumaça
em algum lugar
um rouxinol se esconde
um colibri insiste e faz seu ninho
em um arranha-céu
andorinhas outra vez fazem verão
tsurus de papel sinalizam:
ainda há esperança
*Depois de ler Gisele e Henrique, me lembrei deste poema.

A obra 