
Claudia Santos Silva - Blue Molleskin
tem chovido tanto
mas não chove em mim
árida
já nem versos brotam
processo irreversível
desertificação
dunas que se movem
sem direção
apenas poesia e alguma arte
A obra LONGITUDES de Nydia Bonetti foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em nydiabonetti.blogspot.com.
31 comentários:
Mas tuas "dunas" têm uma direção,
SIM! É A POESIA, O TEU OÁSIS!!
Beijos
Depois do deserto só Deus - ou a poesia, o que é a mesma coisa.
Beijo.
uau! meus versos seriam tempestades de areia...
Inquieta, latente, a alma se move, nos move, engendrando poesia. Evocações de contrários. Do árido ao húmido, as tuas construções reforçam o simples do complexo - as mutações. Belo, Nydia!Belíssimo.
E a arte me lembrou um 'Modigliani'.
Beijos e bom final de semana
Nydia,
Bela metáfora, minha cara! Gosto muito quando sou remetida ao ser.tão.
Bjs
Expressou lindamente seu sentimento.
Bela poesia!
Grande abraço e sucesso.
Nydia,
Irreversível?!
Sei...
Beijo.
Bela poesia, Nydia!
Beijos
nao esta deserto, em pausa, talvez, mas a qualquer hora, quando menos se espera, volta a chover... bjos Nydia, lindo poema!!!
Nydia, é como disse Cirandeira,
vc se move para a poesia.
Que bom pra gente que lê.
bjo
[a essência da brisa é a mesma do tornado, ciclone: o vento, como a palavra, desenha-se em qualquer lugar do mundo, e do mundo se apaga quanto a mão o quiser... mas o deserto não: tem a memória do principio e final de toda a criação]
um dez cem meus abraços, Nydia
Leonardo B.
Dunas se movem
sem direção
mas se aglomeram no ar
que re(in)spiramos.
Que belo, até suspirei!
Beijos, ótimo fim de semana para vc =).
Os ventos as levam,para um caminho sem rumo,sem direção...
No deserto não há chuvas,não há vida,há apenas o vago,o vazio.
Nydia, a diferença por aqui é que quanto menos chove e mais me sinto ressecado, mais me jorram as palavras. Talvez eu não diga coisa com coisa. Mas é certamente o que sinto.
nydia,
... e iremos nós, seus leitores, passar pelos desertos sem ter sede, tamanho o oásis dos teus versos dolorosos.
a série é maravilhosa, o verso de agora tem a mesma qualidade refinada do outro (de todos!)
e a desertificação, provisória. certeza.
um beijo.
Prendi-me de tal forma ao que o José Carlos Brandão lhe disse,
que vou ficar muda.
Boa sorte, Nydia.
Um bjo!
Talita
História da minha alma
nem versos brotam,
mas brotam sim,
versos lindos como estes destes dois poemas.
sempre bom estar aqui.
Metalinguagem é isso... faz brotar, verter a arte, até mesmo do deserto dela... ;)
Olhe que parece que não...
que a desertificação é uma treta (rs)...
Beijoca
não chove mas tem sempre um arco-íris nas tuas palavras. abraço
A natureza interior , tão própria ao poeta, permite mutações - belas ! Volto após longo afastamento ,pois sofri um acidente nas férias. Mas está tudo bem agora !
Lindos versos de uma intensa leveza.
Grande Beijo.
Daqui há pouco você descobre beleza no deserto. Sempre tem. =]
Ah, Nydia...
Seus versos
sempre brotam...
Oi Nydia,
seus desertos se mostram perfeitos oásis de versos. Adoro esta temática, uma metáfora linda que, paradoxalmente, gera muitos e bons frutos.
bjs
Bonito, bonito poema, tanto quanto inverosímel...
Esses versos são realmentes sentidos e tocou aqui do outro lado do peito. Pois em mim a escrita também as vezes trava e solta de repente. :) bj.
Bem fértil, essa fase desértica!!!
Nydia!!!
O SerPoesia transborda nas página de teu blog, parabéns,gracias e que os versos sigam conVersando...
Um abraço carinhoso
Carmen Silvia Presotto
Nydia!!!
O SerPoesia transborda nas página de teu blog, parabéns,gracias e que os versos sigam conVersando...
Um abraço carinhoso
Carmen Silvia Presotto
Nydia, o SerPoesia, transborda em teu blog, parabéns.
Que bom te ler.
Um abraço carinhoso
Carmen Silvia Presotto
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