16/04/2010

massacre

a luta pelo pão
massacrou a poesia

é tudo tão raso
tudo tão pouco
tudo tão

des_humano

verso nenhum resiste
a uni_verso tão

limitado

42 comentários:

Marcelo Novaes disse...

Nydia,



Há prioridades. O pão precisa vir antes do verso.


Às vezes, um Cesar Vallejo tece versos a partir, inclusive, da dor famélica. O pão precede o verso. Mas dores várias [e outras] lhe dão substância e substrato.





Belo poema.






Beijo.

Lara Amaral disse...

Bom rever seus versos que lembram o escrito que ainda não foi massacrado.

Beijo, querida.

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

O velho ter acima do ser... :/

Pensamentos da Mila disse...

Bela poesia, uma como essa eterniza-se...
Bjs
Mila

Fouad Talal disse...

Ei Nydia!

Estava pensando em escrever sobre esse tema por esses dias...

Vale a pena (re)ler "Aos que virão depois de nós" do Bertolt Brecht!

Um beijo!
FT

BAR DO BARDO disse...

particularmente

gosto muito

do pão da poesia

Nydia Bonetti disse...

"ter" o que comer
precede qualquer "ser"

ninguém "é"
de barriga vazia

- embora sejam tantas
as nossas fomes

IVANCEZAR disse...

A produção da poesia prescinde da produção de humanidade digna
Sería um binômio ??
A sobrevivência, por sí só, não é arte , mas se faz arte .
Que belo poema !

Ribeiro Pedreira disse...

no [panis et circencis] a poesia não entra. Ou é o pão ou é a poesia, sendo que o pão é limitado.

betina moraes disse...

nydia,


é um verso diferente dos que tem feito. há um sentimento de indignação claro que não é comum em teus versos que usam a sutileza das metáforas para nos atingir,

porém o tema é mesmo urgente e ficou belo o teu apelo pelo poema.


muito bonito.

um beijo.

Mai disse...

São tantas as fomes, os desejos os anseios. E do massacre, as dores e a poesia. Como eu gosto de ler e sentir o que pensas. E te admiro.
grande abraço,
carinho e bom final de semana

Zélia Guardiano disse...

Penso em " O feijão e o sonho"...
Lindo!
Parabéns!

C@urosa disse...

Olá minha querida amiga,os versos são muito criativos, quando partem de sua pena.Parabéns.

Paz e harmonia e muita alegria em sua vida,

forte abraço

C@urosa

Úrsula Avner disse...

Lindo miúdo Nydia ! O cotidiano de fato, massacra muitas coisas, entre elas a poesia, mas até esse fato pode se transformar em versos... Bj.

Rafael Castellar das Neves disse...

Desperdício...mantenhamos tudo vivo!!

Muito bom!

Beijo

Geraldo de Barros disse...

Nydia, muito bom, que continue assim ampla e humana

;)


beijo,
G.

Beatriz disse...

inteligência e beleza.

Í.ta** disse...

é difícil mesmo, nydia.

e tu consegues registrar isto tão sensivelmente.

beijo!

Mínimo Ajuste disse...

Vim retribuir a visita ao blog e fiquei impressionada com a qualidade do seu massacre. Muito bom!
Um abraço,
Bípede Falante

Allyne Araújo disse...

muito lindos os seus versos! verdadeiras palavras!!! bjos!

Mirse Maria disse...

Bravíssimo, Nydia!

Falou tudo amiga, embora há quem dê o suficiente alimento para poetas como Gentileza, e outos tantos que escrevem no asfalto mesmo. Sem pão, sem papel, sem lápis.

Você, é incrível!

Parabéns!

Beijos

Mirse

Rosemildo Sales Furtado disse...

Tenho muita fé em DEUS e grandiosas esperanças de que um dia tudo mudará.

Belo poema, muito forte.

Beijos e ótimo final de semana pra ti e para os teus.

Furtado.

Barbara disse...

Quiçá a luta pelo pão seja também poesia.
Uma lírica toda especial, apesar de cruel.

Talita Prates disse...

Essa luta é real.

Um bjo, querida poetisa.

Talita

Ana Tapadas disse...

a luta pelo pão
massacrou a poesia


Excelente, amiga! Concordo inteiramente.
beijinho

Cynthia Lopes disse...

Nydia, todos nós temos que ganhar o pão nosso de cada dia.
Porém, nada disso destrói quem somos e, somos poetas. Apaixonados pelas palavras, sabemos que nem só de pão vive o homem..., mas da substância viva que redigimos todos os dias.
A arte expressa toda a nossa vida interior, a nossa face humana, nossa imagem e semelhança com Deus. Seus lindos versos traduzem muito bem isso.

bjs

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Nydia
Houve um tempo em que pensei que, como eu podia ter espaço pra crescer, pra me ver, se tinha que resolver as complicações do pão nosso de cada dia?

Mas cresci assim mesmo, sempre em dívida com meu interior.

Cheguei a desprezar essa convulsão de ver, entender, sentir.
Decepção.

Agora, bem, tenho uma grande revolta por aqueles que não têm um mínimo de dignidade para estarem vivo. Nem sei se estão realmente. E não falo de coração somente, falo de estômago, fígado, rins....

Nem vamos falar de outra fomes, porque essa, é a primordial.

Felizes dos que têm tempo de pensar nas fomes da alma.

Renata de Aragão Lopes disse...

Ah, Nydia...
Fosse assim,
não nos restaria
um único verso...

Bom domingo, querida!
Beijo,
doce de lira

líria porto disse...

bonito este poema, nydia! e isto, em se tratando de ti, não é nenhuma novidade.
besos

Assis Freitas disse...

a metáfora abre ao infinito, na massa real pão e poesia se misturam, oferendas diárias. abraço

Wilson Torres Nanini disse...

Vivemos em liberdade geométrica. E sua poesia está incólume e viola margens.

Abraços!

Kanauã Kaluanã disse...

Nydia,

Como te entendo!
Pão e Poesia são sempre alimentos, a última existencial, e que envolve a primeira.
Mas o cerne da questão está, na minha interpretação, no jogo de troca que o mercado exige: fazes palavras que vendam, e eu te compro.

E o humano vai ficando á míngua.

Beijos.
.
.
.
Katyuscia

betão disse...

Nydinha,

Linda tua contribuição para o Barulhinho Bom...

Gostei dessa eluci_dação de que somos muito_muito_muito escravos de um tempo adverso...

beijo

BETO PALAIO disse...

Aquele poema foi criado especialmente para o Barulhinho Bom?

Um presente seu é para sempre...

Bjs

Gerana Damulakis disse...

É verdade. E que bom que isso foi dito em versos.

dade amorim disse...

É difícil tantas vezes, são muitas as dores. Entre elas, e pelas frestas do tempo, a poesia é uma réstia de luz que escapa e ilumina.

Beijo, querida.

Sônia Brandão disse...

Não se pode separar o pão e a poesia.

bjs

José Carlos Brandão disse...

Nydia, gosto do tema: poesia em tempo de fome. Tem sentido a poesia diante da fome? Não seria então mais necessária? Ao menos como denúncia?

Por outro lado, lembro o Evangelho: "Não só de pão vive o homem." Vive da Palavra de Deus. Vive da poesia. Mas lembrando-nos: "Não só de pão..." Não quer dizer que o pão não é necessário. Primeiro Cristo falou do pão. Primeiro o homem precisa estar vivo.
Beijo.

Gisa disse...

... acho que vocês poetas, sempre conseguem superar a limitação !!

Nilson Barcelli disse...

O corpo, nas suas necessidades básicas, precede a alma...
Porque se o pão é um alimento do corpo, a poesia é-o da alma.
Qureida amiga, boa semana.
Beijos.

Gaby Soncini disse...

Lindo poema, apesar que me caiu com uma lágrima.
Gosto da maneira como escreves, gosto de vim por aqui.


Grande Beijo.

guru martins disse...

...pior
é na guerra...

bj

English French German Spain Italian Dutch Russian Japanese Korean Arabic Chinese Simplified