a luta pelo pão
massacrou a poesia
é tudo tão raso
tudo tão pouco
tudo tão
des_humano
verso nenhum resiste
a uni_verso tão
limitado
875 - porque eu descanso acerbo e frágil
32 minutos atrás
apenas poesia e alguma arte
A obra LONGITUDES de Nydia Bonetti foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em nydiabonetti.blogspot.com.
42 comentários:
Nydia,
Há prioridades. O pão precisa vir antes do verso.
Às vezes, um Cesar Vallejo tece versos a partir, inclusive, da dor famélica. O pão precede o verso. Mas dores várias [e outras] lhe dão substância e substrato.
Belo poema.
Beijo.
Bom rever seus versos que lembram o escrito que ainda não foi massacrado.
Beijo, querida.
O velho ter acima do ser... :/
Bela poesia, uma como essa eterniza-se...
Bjs
Mila
Ei Nydia!
Estava pensando em escrever sobre esse tema por esses dias...
Vale a pena (re)ler "Aos que virão depois de nós" do Bertolt Brecht!
Um beijo!
FT
particularmente
gosto muito
do pão da poesia
"ter" o que comer
precede qualquer "ser"
ninguém "é"
de barriga vazia
- embora sejam tantas
as nossas fomes
A produção da poesia prescinde da produção de humanidade digna
Sería um binômio ??
A sobrevivência, por sí só, não é arte , mas se faz arte .
Que belo poema !
no [panis et circencis] a poesia não entra. Ou é o pão ou é a poesia, sendo que o pão é limitado.
nydia,
é um verso diferente dos que tem feito. há um sentimento de indignação claro que não é comum em teus versos que usam a sutileza das metáforas para nos atingir,
porém o tema é mesmo urgente e ficou belo o teu apelo pelo poema.
muito bonito.
um beijo.
São tantas as fomes, os desejos os anseios. E do massacre, as dores e a poesia. Como eu gosto de ler e sentir o que pensas. E te admiro.
grande abraço,
carinho e bom final de semana
Penso em " O feijão e o sonho"...
Lindo!
Parabéns!
Olá minha querida amiga,os versos são muito criativos, quando partem de sua pena.Parabéns.
Paz e harmonia e muita alegria em sua vida,
forte abraço
C@urosa
Lindo miúdo Nydia ! O cotidiano de fato, massacra muitas coisas, entre elas a poesia, mas até esse fato pode se transformar em versos... Bj.
Desperdício...mantenhamos tudo vivo!!
Muito bom!
Beijo
Nydia, muito bom, que continue assim ampla e humana
;)
beijo,
G.
inteligência e beleza.
é difícil mesmo, nydia.
e tu consegues registrar isto tão sensivelmente.
beijo!
Vim retribuir a visita ao blog e fiquei impressionada com a qualidade do seu massacre. Muito bom!
Um abraço,
Bípede Falante
muito lindos os seus versos! verdadeiras palavras!!! bjos!
Bravíssimo, Nydia!
Falou tudo amiga, embora há quem dê o suficiente alimento para poetas como Gentileza, e outos tantos que escrevem no asfalto mesmo. Sem pão, sem papel, sem lápis.
Você, é incrível!
Parabéns!
Beijos
Mirse
Tenho muita fé em DEUS e grandiosas esperanças de que um dia tudo mudará.
Belo poema, muito forte.
Beijos e ótimo final de semana pra ti e para os teus.
Furtado.
Quiçá a luta pelo pão seja também poesia.
Uma lírica toda especial, apesar de cruel.
Essa luta é real.
Um bjo, querida poetisa.
Talita
a luta pelo pão
massacrou a poesia
Excelente, amiga! Concordo inteiramente.
beijinho
Nydia, todos nós temos que ganhar o pão nosso de cada dia.
Porém, nada disso destrói quem somos e, somos poetas. Apaixonados pelas palavras, sabemos que nem só de pão vive o homem..., mas da substância viva que redigimos todos os dias.
A arte expressa toda a nossa vida interior, a nossa face humana, nossa imagem e semelhança com Deus. Seus lindos versos traduzem muito bem isso.
bjs
Nydia
Houve um tempo em que pensei que, como eu podia ter espaço pra crescer, pra me ver, se tinha que resolver as complicações do pão nosso de cada dia?
Mas cresci assim mesmo, sempre em dívida com meu interior.
Cheguei a desprezar essa convulsão de ver, entender, sentir.
Decepção.
Agora, bem, tenho uma grande revolta por aqueles que não têm um mínimo de dignidade para estarem vivo. Nem sei se estão realmente. E não falo de coração somente, falo de estômago, fígado, rins....
Nem vamos falar de outra fomes, porque essa, é a primordial.
Felizes dos que têm tempo de pensar nas fomes da alma.
Ah, Nydia...
Fosse assim,
não nos restaria
um único verso...
Bom domingo, querida!
Beijo,
doce de lira
bonito este poema, nydia! e isto, em se tratando de ti, não é nenhuma novidade.
besos
a metáfora abre ao infinito, na massa real pão e poesia se misturam, oferendas diárias. abraço
Vivemos em liberdade geométrica. E sua poesia está incólume e viola margens.
Abraços!
Nydia,
Como te entendo!
Pão e Poesia são sempre alimentos, a última existencial, e que envolve a primeira.
Mas o cerne da questão está, na minha interpretação, no jogo de troca que o mercado exige: fazes palavras que vendam, e eu te compro.
E o humano vai ficando á míngua.
Beijos.
.
.
.
Katyuscia
Nydinha,
Linda tua contribuição para o Barulhinho Bom...
Gostei dessa eluci_dação de que somos muito_muito_muito escravos de um tempo adverso...
beijo
Aquele poema foi criado especialmente para o Barulhinho Bom?
Um presente seu é para sempre...
Bjs
É verdade. E que bom que isso foi dito em versos.
É difícil tantas vezes, são muitas as dores. Entre elas, e pelas frestas do tempo, a poesia é uma réstia de luz que escapa e ilumina.
Beijo, querida.
Não se pode separar o pão e a poesia.
bjs
Nydia, gosto do tema: poesia em tempo de fome. Tem sentido a poesia diante da fome? Não seria então mais necessária? Ao menos como denúncia?
Por outro lado, lembro o Evangelho: "Não só de pão vive o homem." Vive da Palavra de Deus. Vive da poesia. Mas lembrando-nos: "Não só de pão..." Não quer dizer que o pão não é necessário. Primeiro Cristo falou do pão. Primeiro o homem precisa estar vivo.
Beijo.
... acho que vocês poetas, sempre conseguem superar a limitação !!
O corpo, nas suas necessidades básicas, precede a alma...
Porque se o pão é um alimento do corpo, a poesia é-o da alma.
Qureida amiga, boa semana.
Beijos.
Lindo poema, apesar que me caiu com uma lágrima.
Gosto da maneira como escreves, gosto de vim por aqui.
Grande Beijo.
...pior
é na guerra...
bj
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