preto no branco
os dias se repetem
no calendário
em frente
aos nossos olhos
vermelhos
domingos se destacam
festas
profanas e sacras
herege o tempo
ri de tudo
e passa
Bernardim Ribeiro: "Entre mim mesmo e mim"
4 minutos atrás
apenas poesia e alguma arte
A obra LONGITUDES de Nydia Bonetti foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em nydiabonetti.blogspot.com.
37 comentários:
:)
que critica profunda Nydia! é triste saber que coisas assim se vêm todos os dias.. e como é ruim pensar que, talvez, a gente se encaixe nesse mesmo lugar... um post que sem duvida tras muitas reflexoes... parabens e tudo de bom sempre! beijao!
Teremos de aprender a construir dias desiguais para ver se o tempo se deixa confundir.
Um beijo
Uau, entrei nesse poema, ou ele entrou em mim, não sei. Identifiquei-me muito.
Beijo.
Passamos pelo tempo...
de maneira tão lépida...
que quando nos damos conta...
o calendário já é outro...
beijos
Leca
Ah! Tempo herege que insistimos em sacralizar. Seremos nós as metáforas de Deus ou vice-versa?
Beijo
todo dia a mesma dose da uma cachaça de rolha antes de dormir
[e no final,
calendário, dia numérico, abstracto,
triste, alegre, vazio e de cinza coberto,
em lixo comum,
depois da festa,
no final, acende o lume
o vai o ano para o caixote do lixo]
um imenso abraço, Nydia
Leonardo B.
Nydia,
E ele nem aí pra gente, eeehhhh?!
O negócio, entonces, é a gente dar significado a ele.
Beijo.
Dias tão iguais e diferentes, lá vem esse tempo fagueiro que olha e desdenha de tudo e, espera, cadê? O tempo já foi.
É assim como este teu poema curta metragem mostrou na minha tela mental. Beijos, Nydia.
TEMPO
Formiga malvada,
carrega folha por folha
a árvore da vida.
bjs
O tempo está na base de todo questinamento existencial. O poeta se faz de relojoeiro e tenta desvendar o mistério do tempo. Chega um dia em que não teremos mais tempo... O tempo, antropófago, nos devora.
...
A ilusão reside em mim
todo o tempo, passo a passo
e não no período de tempo,
que embora alheio passe,
sempre chega a tempo.
Eu somente passo.
...
beijinho
João
Lindo, Nydia!
Sempre procuro ver a vida em preto e branco, mas me permito cores vez por outra.
A realidade está aqui!
Beijos
Mirze
Nydia doce poeta querida estou em Manaus vim passar o Dia das Mães.Logo estou de volta a terra de Iracema, que por sinal está muito violenta. Estou fazendo uma especie de recall na minha vida.Deixei o Facebok. Sua escritura poetíca continua muito mais lúcida e bela. Abraço.fale comigo no Acroatico@hotmail.com. Continuo fã number onr de sua poesia. Abraços-
o tempo se ri de nós e dos calendários, versos de metrônomo. abraço
Olá amiga! Quando da minha viagem à Recife em virtude do falecimento da Enice, (minha ex esposa) devido à urgência, não bloqueei a memória do meu sócio, secretário e fiel colaborador. Acontece que, quando retornei encontrei o mesmo gravemente enfermo, pois devido às constantes e longínquas viagens impostas pelos meus queridos netos, foi vítima da invasão de alguns malfadados vírus que, como verdadeiros cânceres, danificaram totalmente a sua memória, forçando-me a levá-lo ao especialista para transplantá-la. Portanto, mais uma vez solicito a valiosa e honrosa compreensão de todos, no sentido de perdoar-me em função de mais um período de ausência, prometendo atualizar as visitas, retribuindo a todas, pois quem visita, merece e quer ser visitado.
Abraços e fique com DEUS.
Furtado.
que agonia expressa essa navalha na carne
Conhecendo sua arte. E gostando.
Marli Reis
"o tempo ri de tudo e passa". Que mais posso dizer? Um ótimo poema.
Um dia é sempre diferente do outro... ótima reflexão a sua.
bjs e boa semana
Eu não sei o que hei de dizer. Minhas palavras envergonharam-se perante a tua poesia.
O Tempo, este Tempo que ri da nossa cara é o mesmo que fica e passa.
O meu dança vestido num gerúndio interminável.
Um beijo.
... delícia de poema ...
Poisé , eu que sempre vi com maus olhos a cor vermelha dos calendários .... gostei muito do post !
Pois é, eu tenmho cismado com isso, até escrevi. Acho que não é o tempo que passa, nem as coisas passam. É a gente que passa por tudo.
Nydia.... e haja passadeira, minha nega!
Vem sentir o tempo que passeia por nós.
Ainda ontem era hoje. Vi minha bisavó bebendo vinho madeira escondida de todos. Minha avó com a boca cheia de paçoca falando pindamonhangaba. Vi meu pai construindo um barco no porão de casa. Mirei-me no espelho buscando os rebeldes fiozinhos brancos. Vi meu filho de mochila nas costas descer o Caminho Velho do Mar. Imagino meu neto, tão leve, mas tão leve que anseio que ele pouse no século vindouro nas asas de uma borboleta. (Nydinha, vou me mudar prá cá... No meu blog eu tento escrever e não sai nada...) Bjks
Belíssima e longilínea série, Nydia! Meu predilétos, além deste, são VI e IV.
O tempo que não ajuda ainda zomba da nossa capacidade sentimental. Um bj moça!
O que nos escapa tem sempre um lado cruel. Melhor viver como se ele não fosse tudo.
Beijo.
o tempo segue e diminui os domingos, os olhos e os feriados vermelhos.
Um poema mais que perfeito (sem tempo).
Nydia,
Simplesmente impressionas...
Consegues fazer costuras sem linhas de ligação. Só raciocínios que nos laçam os sentidos, e na poesia uma filosofia das cores que o tempo tinge.
Calendário profético / Tempo profano.
Perfeito!
(Os olhos vermelhos me tocaram muito!)
Beijos, poetisa.
pedra semovente
Nydia, o poema ficou lindo. Tudo passa, menos a poesia.
bjs
De alguma forma sua poesia toca o eterno!
Lindo. Pôxa, adorei.
beijo
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