27/06/2010

agreste

vivo - labuto
sobre o solo agônico
dos dias iguais

invento cores
cultivo
ásperas flores

imperfeitas e desiguais

12 comentários:

« Katyuscia Carvalho » disse...

Nydia,

Os pés do imperfeito solo agradecem a flor.

Tua poesia é assim um tal aguador raro.


Que lindo, moça!
Gosto dessa beleza desfantasiosa.

Beijos.
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.
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Katyuscia

Maria Muadiê disse...

que lindo!

Renata de Aragão Lopes disse...

Vive-se, afinal,
daquilo que se inventa!

Abuse das cores, Nydia!

Um domingo reluzente,
doce de lira

Angélica Lins disse...

Poema de indizível beleza!

Como eu gosto de ler-te Nydia :)

Angélica T. Almstadter disse...

Ai como é bom vir ao seu blog a gente toma um banho de poesia.

beijão

Lara Amaral disse...

Suas flores brotam da sua alma fecunda, poetisa, não há solo árido que resista.

Beijos.

A. Reiffer disse...

Ótimos teus poemas, belos exemplos bem acabados de poesia sintética. Abraços.

Sylvia Araujo disse...

E elas colorem bonito a r(e)otina, né?
Soprou brisa aqui...

Lindíssimo, Nydia!

Beijoca

Ana Tapadas disse...

É assim mesmo o acto de viver...«labuta incansável».
Que bom que voltaste à pureza original do fundo de blogue...é muito adequado ao teu estilo de poesia despojada, traço de engenheira - firme, lindo.
Beijo

Í.ta** disse...

nada mais descritivo para um agreste quando estes teus versos, nydia! um primor!

e vamos nessa labuta,
escrevendo.

beijo!

Carol Timm disse...

Nydia,

O que vale é quando semeamos o que vem da nossa alma. Flores e poemas são sempre um presente para quem cultiva e para quem contempla.

Beijos,
Carol

Assis Freitas disse...

agreste e cortante, como o vento de uma madrugada,

abraço

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