
Cansaço
Todos os brancos sonos
Da minha calma
Caíram na fímbia escura do firmamento.
Ora a dúvida cobre minha alma
E meus sonhos são produtos do tormento.
Ah, queria dormir de anseios livre
Saber de um rio fundo, como o que em mim vive.
E fluir com suas águas...




A obra 

21 comentários:
Esta poetiza é formidável, trabalha com imagens muito profundas, são cortes de navalha na pele, a escarificar a poesia.
Muito agradecido o agrado de te-la publicado, tem tão pucas coisas dela em português.
Os "brancos sonos" em oposição ao escuro firmamento salpicam o poema de um mesclado de dúvida e desassossego.
Um exemplo de como se pode dizer muito, com poucas palavras.
Gostei muito!
que lindo Nydia, fluir poesia també é deixar-se levar por um rio de águas cristalinas.
Beijos!
Nydia !menso beijinho
carinho imenso e admiração sem fim pelo que escreves e pelas escolhas tão especiais....
ler.....te sempre é paz....
adorei
beijinhos gigante
Muito bonito. E perfeito para descrever um estado de espírito, para alguns, recorrente, para outros permanente.
Abraço.
Edson, Else ainda não é celebrada como deveria - como tantos outros. Também ando em busca da sua trilha poética - maravilhosa - mas realmente existe muito pouca informação publicada em português. Tenho mais 3 poemas belíssimos dela - vou publicá-los aos poucos. Abraço grande.
Lidia
Imagens incríveis, não é? Também gosto demais. Beijos.
Luiza
Gosto muito da imagem do rio - que flui. Beijoos.
fa
ler-te também me faz mais leve.
beijo!
Marcantonio
Gosto muito dos poemas que falam por mim. Este "cansaço" tocou fundo - "como o rio que em mim vive". Abraço.
Nydia,
você escolhe poemas como quem recolhe flores...lindo. Acabo de ler tua entrevista com o Marcelo Novaes, gostei demais, vc é uma poeta milimétrica (pra usar metáfora da engenharia :)
Adriana, acho que são os poemas que nos encontram, não são? :)
Quanto a poesia milimétrica - que nada... costumo dizer sempre: não me cobrem exatidão, coerência e perfeição - na poesia não! (risos)
beijos.
versos fluentes.
Voltarei e convido:
www.espacointertextual.blogspot.com
é este o jogo a que somos sujeitos a toda a hora: o gato dos sonhos e o rato das decepções. pior que tudo isto: o mundo passa a concentrar-se em duas cores, apenas: o branco... e o negro. oh, para quando o arco-íris?
um beijinho!
Podia ser um poema meu. Ando assim mesmo, por isso um pouco ausente.
Beijos
Bem-vindo Márcio! Abraço.
Jorge,
que fim levaram todas as cores?
Na poesia a vida cora. :) beijo!
Ah... Ana, também tenho me esforçado para me manter presente.
beijo, querida.
Gosto da Elke Lasker-Schüler. Tem imagens fortes, de corte, mas também equilíbrio.
Ela é maravilhosa, sim! Obrigada Nydia, faremos uma parceria sim qualquer dia desses! Bjos!
Vou procurar a história desta mulher incrível, de alma tão sensível e líquida!
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