vai longe o tempo
dos poemas longos
versos conclusivos
começo
meio
fim
2.
busco por epigramas
o peso em gramas
de jardim
minimetrias assim
metrias sim
não metrias
3.
o verso r a s g a d o
mutilad
o
torto
completamentea
b
s
o
r
t
o
4.
o verso demente
o que diz sem dizer
nada
e o que não diz
tudo e nunca
é o lugar
deste meu poliverso
que um dia foi uni
agora já não
(até) mais ver
só



A obra 

42 comentários:
Curiosamente este é longo e conclusivo. Mas gosto dele. Muito.
Beijo :)
A idéia era essa, AC. Busco... mas ainda não encontrei. :) beijo.
Bravo Nydia,
Ando a procura de versos assimétricos, não é fácil fazê-los,
Ando cansada do óbvio, busco a liberdade da escrita, mas qto mais as procuro mais fogem..rs
Vc conseguiu!
BJs!
bom te ver experimentando, revirando as palavras, sacudindo as palavras, pondo no ar o que há de essencial.
beijos
G
Ester, esta questão da "linguagem" me desafia. Também já não me satisfaz o óbvio. Ao mesmo tempo, sou apaixonada pelo verso puro, singelo, raso. Eterno conflito. :) beijo.
Geraldo, sabe que ia chamar este poema de "exercício"? É exatamente isso: laboratório. :) beijo!
Até mais, verso! Falo isso, e recomeço. rs...
Beijo, linda!
Que perfeição Nydia!
Verso rasgado, mutilado, ou multi-lado, mas com conteúdo.
Ficou uma beleza em estética, sem fugir da sua essência!
Beijos
Mirze
Vc faz experimento em poesia que me deixa morrendo de inveja. mas estou aprendendo com vc. Abraços
Genial, querida Nydia... nos deslocamentos fonéticos vamos nos reconstruindo de resignificações.
Um beijo amigo
Carmen Silvia Presotto
Neste poema, é como se você, ao falar do caminho, o demonstrasse caminhando (será que consegui me expressar?).
Beijo.
Versatilidade cai como uma luva em matéria de poemas. Esse está perfeito e irretocável, Nydia. Bom demais.
Beijo de admiração
Inovador Nydia! Lindo também! Adorei o poema que se transfigurava e todos os outros também!
beijos!
ah, nydia, essa metalinguagem tua eu acho
en
can
ta
do
ra.
poliVerso poliValente.
lara, poetas... todos tão parecidos. gente é precida. :)beijo.
Mirse, não era extamente esta estética pretendida. Não sei lidar direito com o editor de texto e códigos, estas coisas. No Word estava mais bonitinho. :) beijo!
Julio, mas você também anda experimentando, pensa que não percebi? Teus haicais são belos exercícios minimalistas. beijos.
Carmem, é fascinante saber das possibilidades da linguagem, não é? beijos.
Marcantonio, eu tentei ser clara... na medida do possível. rsss:) beijo!
Dade, hoje li Arnado Antunes. E toda vez que leio AA, me dá vontade de subverter o verso. :) beijo!
Luiza, transfigurar é uma palavra que gosto muito, pra dizer do poema. Beijo!
Ítalo,
obrigada professor. :) beijo!
Márcio, talvez inverso ou reverso descrevessem melhor o que eu tentei dizer. beijo!
gosto do som inverso
a pauta em branco
que não diz nada
gosto
gosto do solavanco
que agosto me deixou
ruminar em giz
o verso
aposto uma nota
num tom marginal
e pintar de concreto
algumas folhas picotadas
ler do avesso
essas letras mal traçadas
negar comida às traças
que a estante
indomada
guarda com sua vaidade
de pretérito
Beijo Nydia, adorei
O avesso do verso, aos solavancos - também gosto, Márcio. beijo!
Oi Nydia,
versos múltiplos, em múltiplas facetas... A poesia é isso, não há um sentido único, um verso decisivo, uma interpretação real...Tudo é possível nas asas da imaginação e do que se quer ler , entender e reter. Bj.
Gosto dessa tua busca. Esse ficou irretocável!
Úrsula, sabe que admiro os poetas que possuem uma identidade forte, o chamado verso "identificável". Não sei se um dia vou conseguir isso... Não sei exatamente qual a cara do meu verso. rss Beijo!
Nilson, também gosto das buscas. Acho que é sina. :) beijos.
mas isso é muito bom, Nydia. nos deixa sempre vivos. é preciso esse movimento. melhor do que ser é estar em movimento. se construindo e reconstruindo sempre. estar em cada momento de forma intensa. fico feliz que esteja, beijos!!
Nydia,
Poderias perfeitamente fazer, com a poesia, paisagismo!
Beijos.
Versejar é mesmo assim, ora se arrotam palavras, intempestivas, pedradas fortes, torrentes, ora se sussurram, miados incongruentes.
É nesta procura que o poeta sobrevive!
Bjos
MariaIvone
Bom ouvir de você o que se faz e como se quer fazer, Nydia. Gostei muito.
Beijos.
Jefferson.
Geraldo, acho que preciso é de um tempo pra repensar tudo isso... beijos.
Katy, você, sim, exímia paisagista. :) beijos!
Maria
Tem toda razão - sem a inquietação não há poesia. beijo!
Jefferson, nunca sei exatamente o que fazer, menos ainda como fazer. São sempre tentativas... beijo!
vai caminhando, vai caminhando, quando tiver que parar pare, se tiver que recomeçar recomece ;)
mas sempre faça o que te faz bem, beijos
O blogger.com está muito ruim, cadê meu comentário de ontem? Eu dizia de sua ars poética, do tanto que gostei.
Gerana, sabe que tenho reparado que alguns dos meus comentários também não aparecem? Tenho tido dificuldades também em alguns posts, que desconfiguram e eu acabo até deletando por não conseguir fazer alterações. Pensei que fosse um problema com o meu navegador. Acho que o bloggger continua fazendo mudanças. Que sejam para melhor. beijo!
Que formato bonito...adorei! Um beijão!
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