28/09/2010

um poema de Roseana Murray

A solidão passa pontual todas as tardes
Bonde azul sem passageiros
Rumo a lugar nenhum
E deixa na pele o desejo de outra pele...

Roseana Murray

4 comentários:

poemasemfoco disse...

Marvilhoso! Que preciosidade! Grato, Nydia, pelo terno momento de enlevo que se espalha como um doce cheiro nos minutos que sucedem. Abração. Sandro Pinto.

Lídia Borges disse...

Do desejo da solidão...



Muito bonito!

contagotas disse...

Às vezes sabe bem apanhar o bonde azul que passa todas as tardes rumo a lugar nenhum.

Muito bonito, Nydia
Bj
MariaIvone

José Carlos Brandão disse...

Um sentido poema, Nydia.
Como a solidão dá poesia!
Beijo.

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