27/12/2010

três poemas Adelaide Crapsey



O rio
percorre o vale
e diz-me o barco, o mar,
enquanto o sol se entrega à morte
no olhar

Presságio

Agora mesmo
de fora do estranho
silente crepúsculo... estranho como ele, silente como ele,
uma mariposa branca esvoaçou. Porque fiquei
tão fria?

Tríada

são três
coisas silenciosas:
a neve que cai... a hora
antes da alva... a boca de alguém
que acabou de morrer

Adelaide Crapsey e aqui

7 comentários:

Angélica Lins disse...

É o aproxi-mar da eternidade.

Aqui sou só silêncio.
É sempre um acalanto ler-te.
Beijo meu.

Mirze Souza disse...

Fantástico!

Nunca mais falo!

Beijos, Nydia!

Mirze

Márcio Ahimsa disse...

a madrugada,
a lua, o ar moroso
que a noite traz...

Iminente absurdo
sem fim...

Ótima presença poética.


Beijo Nydia, adoro vir aqui.

José Carlos Brandão disse...

Adelaide Crapsey! Mereceu a tradução de Manuel Bandeira. Era bom ler mais poemas dela...
Beijo.

Francy´s Oliva disse...

Não conhecia a poeta. Gostei por ter me apresentado poemas com tanta intensidade.
bjs

Pedro disse...

Ótimas poemas...

poemasemfoco disse...

Fico calado diante de tais maravilhas. Belo, três vezes belo!

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