
O rio
percorre o vale
e diz-me o barco, o mar,
enquanto o sol se entrega à morte
no olhar
Presságio
Agora mesmo
de fora do estranho
silente crepúsculo... estranho como ele, silente como ele,
uma mariposa branca esvoaçou. Porque fiquei
tão fria?
Tríada
são três
coisas silenciosas:
a neve que cai... a hora
antes da alva... a boca de alguém
que acabou de morrer
Adelaide Crapsey e aqui




A obra 

7 comentários:
É o aproxi-mar da eternidade.
Aqui sou só silêncio.
É sempre um acalanto ler-te.
Beijo meu.
Fantástico!
Nunca mais falo!
Beijos, Nydia!
Mirze
a madrugada,
a lua, o ar moroso
que a noite traz...
Iminente absurdo
sem fim...
Ótima presença poética.
Beijo Nydia, adoro vir aqui.
Adelaide Crapsey! Mereceu a tradução de Manuel Bandeira. Era bom ler mais poemas dela...
Beijo.
Não conhecia a poeta. Gostei por ter me apresentado poemas com tanta intensidade.
bjs
Ótimas poemas...
Fico calado diante de tais maravilhas. Belo, três vezes belo!
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