quero manter meu coração
sempre verde
sangrando em seiva
que nele possam
se abrigar muitos pássaros
metafísicos
(e não)
31/01/2010
29/01/2010
28/01/2010
dois poemas
Dois poemas meus foram publicados hoje em dois blogs que gosto muito:
Literapura (Cosmunicando) e Lendo Poemas (Jefferson Bessa)
Para quem não conhece, vale a pena uma visita - dois espaços muito especiais.
Obrigada, Mercedes! Obrigada, Bessa!
* Também faço parte agora da troupe do Gato da Odete, outro espaço encantador. Miauuuu
Obrigada, Fátima!
Literapura (Cosmunicando) e Lendo Poemas (Jefferson Bessa)
Para quem não conhece, vale a pena uma visita - dois espaços muito especiais.
Obrigada, Mercedes! Obrigada, Bessa!
* Também faço parte agora da troupe do Gato da Odete, outro espaço encantador. Miauuuu
Obrigada, Fátima!
27/01/2010
improvável
25/01/2010
porque há sol
sombras
----sobre as casas
sombras
----sobre nós
sombras
----sobretudo
porque: sobre tudo
----há sol
----sobre as casas
sombras
----sobre nós
sombras
----sobretudo
porque: sobre tudo
----há sol
23/01/2010
tanta vida

woman with bird cage - national geographic
Deus!
Quanta vida acontece longe dos meus olhos
E muito além deles...
Dialogando: Tanta Vida
22/01/2010
casa 11 telefone 09
quando eu nasci
a casa ainda era branca
número 11
o telefone preto de manivela
número 09
e o céu, azul infinito
a casa ainda era branca
número 11
o telefone preto de manivela
número 09
e o céu, azul infinito
sinais:
casa 11 telefone 09,
memórias
19/01/2010
consolação
18/01/2010
rudimentos
conto as horas no ábaco
como pão ázimo
sou como baixo-relevo
a minha bússola não me orienta
cabalas não me interpretam
um olho ciclope me olha
o meu debrum soltou a trama
um drible no destino
o fauno toca sua flauta
lua de marfim, noites de ébano
garimpo em velhas minas
rudimentos de novas gemas
como pão ázimo
sou como baixo-relevo
a minha bússola não me orienta
cabalas não me interpretam
um olho ciclope me olha
o meu debrum soltou a trama
um drible no destino
o fauno toca sua flauta
lua de marfim, noites de ébano
garimpo em velhas minas
rudimentos de novas gemas
sinais:
overmundianas
17/01/2010
16/01/2010
sagrado sentir
há dores que quando chegam
nos tornam mais - ou menos - humanos
- quem somos nós hoje?
quanto de nós
embruteceu - ou ascendeu rumo aos céus
- dos humanos sagrados sentires?
quantos (de nós?)
mergulharam no inferno - onde ardem
as indiferenças?
nos tornam mais - ou menos - humanos
- quem somos nós hoje?
quanto de nós
embruteceu - ou ascendeu rumo aos céus
- dos humanos sagrados sentires?
quantos (de nós?)
mergulharam no inferno - onde ardem
as indiferenças?
15/01/2010
um poema de Jorge Cooper*
A solidão em que a morte
deixa o morto
É maior que a solidão da lua
Minha solidão soma
a solidão do morto
e a solidão da lua
- Sou mais só
que um louco.
*outro poema de Jorge Cooper
deixa o morto
É maior que a solidão da lua
Minha solidão soma
a solidão do morto
e a solidão da lua
- Sou mais só
que um louco.
*outro poema de Jorge Cooper
13/01/2010
09/01/2010
consola-me
falo
do que não sinto
(minto)
invento memórias
conto histórias que não vivi
consola-me Pessoa
— todo poeta é mesmo
um fingidor
e eu finjo
dor e alegria
(finjo vida) e poesia
do que não sinto
(minto)
invento memórias
conto histórias que não vivi
consola-me Pessoa
— todo poeta é mesmo
um fingidor
e eu finjo
dor e alegria
(finjo vida) e poesia
05/01/2010
viração

Kais Ismail - Janelas p/ Nydia
brisa
que sopre leve
sobre
insuportável
peso
mormaço
antes das chuvas
silêncio escuro
antes
do primeiro sol
*O vento soprou este poema para o Balaio
03/01/2010
portais
quero abrir portas (muitas) e adentrar
sejam casebres, castelos, ou templos
serão portais
que me levem - ao encontro do outro
onde habita o sagrado (onde me espelho)
sejam casebres, castelos, ou templos
serão portais
que me levem - ao encontro do outro
onde habita o sagrado (onde me espelho)
01/01/2010
acerto de contas
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