feito meu pai me sento
na sua velha
poltrona
marrom
na cabeceira da mesa
de tábua
me apoio
no parapeito gasto
da janela
me curvo
a velha vida se repete
[... dói
saber ninguém
a repetir meus gestos
NETOS DE UM AVÔ CORUJA
23 minutos atrás




A obra 

14 comentários:
nossa, que triste, que lindo!
;)
Olá, boa tarde!
Faz um tempo que aqui não passava.
E não perdi o meu tempo...
Saudações poéticas
e, vc falou em pai e me veio uma história comprida na cabeça! não se preocupe que não vou te cansar com ela não, rsrrsrs...
só vim pra te dizer do lindo poema que vc escreveu, a velha vida se repete e tbém não há quem repita meus gestos.
bjs
saber ninguém querido adestra a alma ao jugo do tempo. muito belo, poetisa!
Sempre que venho aqui adoro
e me emociono.
Belo teu poema
e triste...
Um abraço
Marlene
Falta-nos espelhos humanos e os gestos não reberveram tantas vezes. Dói? Doi sim...
Lindo,Nydia...
Beijos,
mas as palavras ecoam...
lindo!
bj
e nessa posição, as lembranças são contadas nessa tela imensa da memória, sem pranto mais.
Beijo Nydia.
A melancolia que tantas vezes nos transpassa está inteira neste poema.
Beijo carinhoso, Nydia.
Sempre haverá quem nos observe nos ame e nos admire a ponto de, sem querer, repetir nossos gestos.
Você, por exemplo, Nydia, terá uma descendência enorme para isto. Tenho certeza!
Lindo demais o poema.
Bjs!
fiquei em silêncio...
(aqui em casa há a velha poltrona, uma ausência que não tem nome a contê-la e a vida se repetindo...)
belíssima poesia
da mais profunda vida.
beijo!
Nydia, fiquei com vontade de chorar quando li o seu poema. Acredito, também, que as pessoas continuam vivendo nos gestos, nos trejeitos e manias que vão sendo incorporadas por quem está por perto. Será que vou continuar vivendo em alguém?
Abraços,
Adriana
a gente se repete para se sentir diferente,
beijo
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