haverá tempo ainda? o poeta pergunta
sempre no mesmo tom
sereno e compassado
que tempo? se o relógio do mundo
há muito está parado
cordas rompidas — respondo
enquanto dou corda
na velha caixa de música sem
bailarina
que roda vazia há tanto tempo
no ritmo da velha terra
enquanto meus olhos
olham estrelas que se movem
estando mortas
às vezes me pergunto se ainda estou
por aqui
Poema puído
21 minutos atrás




A obra 

11 comentários:
A caixa aberta por cima
vigiada pelo lados,
paredes olhos,
ovidos atentos.
Será fingimento?
De que me importa?
A vida fora,
felicidade incontida.
Se contida,
perdida.
Faço o que me é possivel,
minhe felicidade ativa
escondida por vezes
mas sempre na veia.
Deslumbro por meios
de reflexos...
Não estou certo?
A melodia da caixa: Marca (com)passo que te mantem.
eu tbm me faço a mesma pergunta...a poesia nao conta as horas
melancolia que não é triste.
abraço carinhoso,
bom final de semana.
poesia guardada
como tesouro
em teus versos
de ouro.
Abraços, flores e estrelas, Nydia :)
Objetos em si mesmos
conhecidos pela sensibilidade
que os recebe.
Nossa iéia de qualquer coisa
é nossa ideia de seus efeitos sensíveis.
Tua caixa de música
parece-me uma dança no inconciente,
onde mora toda sabedoria.
Beijo, doce Nydia.
Excelente, Nydia! Quando me pergunto o mesmo: escrevo.
Um beijo Nydia, bom domingo, boa semana e estar aqui te lendo encaixa-me em tempos de muita poesia!!
Carmen.
adoro tua poesia, Nydia. adoro lê-la.
Sempre haverá tempo para a candura, o velho cego responde.
Um beijo, querida amiga.
Silêncio-me diante da forma como conjugas as palavras
abraços
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