30/07/2011

a velha caixa

haverá tempo ainda? o poeta pergunta
sempre no mesmo tom
sereno e compassado
que tempo? se o relógio do mundo
há muito está parado
cordas rompidas — respondo
enquanto dou corda
na velha caixa de música sem
bailarina
que roda vazia há tanto tempo
no ritmo da velha terra
enquanto meus olhos
olham estrelas que se movem
estando mortas
às vezes me pergunto se ainda estou
por aqui

11 comentários:

JasonJr. disse...

A caixa aberta por cima
vigiada pelo lados,
paredes olhos,
ovidos atentos.
Será fingimento?

De que me importa?

A vida fora,
felicidade incontida.
Se contida,
perdida.

Faço o que me é possivel,
minhe felicidade ativa
escondida por vezes
mas sempre na veia.

Deslumbro por meios
de reflexos...
Não estou certo?

Dario B. disse...

A melodia da caixa: Marca (com)passo que te mantem.

Adriana Karnal disse...

eu tbm me faço a mesma pergunta...a poesia nao conta as horas

Domingos Barroso disse...

melancolia que não é triste.


abraço carinhoso,
bom final de semana.

Sam disse...

poesia guardada
como tesouro
em teus versos
de ouro.

Abraços, flores e estrelas, Nydia :)

Angélica Lins disse...

Objetos em si mesmos
conhecidos pela sensibilidade
que os recebe.
Nossa iéia de qualquer coisa
é nossa ideia de seus efeitos sensíveis.

Tua caixa de música
parece-me uma dança no inconciente,
onde mora toda sabedoria.


Beijo, doce Nydia.

Fred Caju disse...

Excelente, Nydia! Quando me pergunto o mesmo: escrevo.

carmen silvia presotto disse...

Um beijo Nydia, bom domingo, boa semana e estar aqui te lendo encaixa-me em tempos de muita poesia!!

Carmen.

Priscila Lopes disse...

adoro tua poesia, Nydia. adoro lê-la.

Lalo Arias disse...

Sempre haverá tempo para a candura, o velho cego responde.
Um beijo, querida amiga.

Sandrio cândido. disse...

Silêncio-me diante da forma como conjugas as palavras
abraços

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