um peixe negro e sem escamas, vindo do abismo do meio
(pois que no abismo profundo os seres transparecem)
de olhos brilhantes
amarelos
num galope certeiro (marinho que é)
cavalo
atravessou seu dia
desde então, seus olhos simples
transitam
entre claros e escuros tons do mesmo incerto azul
e a água doce (cristalino lago) virou mar salgado
que inunda
sua face de areia e pedra, sob este céu vermelho antigo
reflexo
dos seus cinqüenta e quatro sóis que rumam
em direção à Hidra
Poema puído
36 minutos atrás




A obra 

8 comentários:
Olá querido seguidor,
Comunico que o Blog da Michele mudou de nome e caminho. Com pseudônimo agora:
Michele Santti
http://michelesantti.blogspot.com/
Igualmente o Twitter
@MicheleSantti
e FaceBook
facebook.com/michele.santti
Nydia ou Michele!
Deve ser o congro negro. Ele tem magia em tudo e atraiu Hidra.
Belo demais!
Beijos
Mirze
Muito bom!!!!
beijos,
E do peixe negro se salvou
abriu seu guarda-sol
medusa do mar
Belo demais
bjs
há tempo não vinha aqui.
grata pelos teus versos que me salvam um tanto.
beijo!
Talita
História da minha alma
há de se transitar entre claros e escuros e, da doçura inicial, salgar-se e continuar bebendo reflexos do céu e sóis. e há de se se rumar sempre até que o último caminho não dê retorno.
que belo, Nydia!
beijo.
foi nesse mar
marinho
que desvencilhei
meu elo
minha mania de amar.
Beijo Nydia.
Acontece de lagos cristalinos virarem água salgada, afeita a pedra e areia. Um poema certeiro.
Beijo beijo.
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