18/08/2011

na trilha dos moinhos de vento

fecho as janelas do dia
tantas janelas
que as cortinas dos meus olhos gastos
perderam as contas
montanha
e pôr-do-sol
tatuados nas retinas
(que sóis nascentes vi tão poucos)
e a noite faz ruir janelas
cortinas
montanha e pôr-do-sol
meus olhos
a noite faz ruir o nada que restou
dos dias

2 comentários:

Luiza Maciel Nogueira disse...

Adoro tbm esses poucos pousados nos olhos que parecem grandiosos! Beijo

dade amorim disse...

Nydia, esse poema é um portento. Ele passa um poder que vai além do que está escrito.
Beijos.

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