pretos
pássaros pousam
no fio
desencapado
dos meus nervos
30/03/2011
sinais:
mimética fauna
29/03/2011
febre
parábolas das águas ternas
termas
gêiseres inquietos
nascentes
vulcânicas rochas quentes
onde
lagartos
se estendem
até mudar de cor
[... talvez
de pele
parábolas das águas ternas
termas
gêiseres inquietos
nascentes
vulcânicas rochas quentes
onde
lagartos
se estendem
até mudar de cor
[... talvez
de pele
sinais:
mimética fauna
28/03/2011
26/03/2011
chacais — são os donos dos guetos
----------peixes miúdos tragam
----------------------o pó o fumo a fome
cinzentas guelras já nem de lembram
----.--que um dia vermelhas flutuaram
--------------------em céus azuis
--------------------e além do morro
outros meninos sonham
----------em seus aquários de cristal
----------------------— vida tão frágil
já não há fronteiras — guerrilhas
--------------.-------território do medo
----------peixes miúdos tragam
----------------------o pó o fumo a fome
cinzentas guelras já nem de lembram
----.--que um dia vermelhas flutuaram
--------------------em céus azuis
--------------------e além do morro
outros meninos sonham
----------em seus aquários de cristal
----------------------— vida tão frágil
já não há fronteiras — guerrilhas
--------------.-------território do medo
sinais:
mimética fauna
24/03/2011
bem do meu lado fingem
dormir
personagens
da última página
do último livro que li:-
um truque
para que não os esqueça
feito fengs sopram
folhas
sonho com o Huang He
antiga serpente
domesticada pelo grande Yü
— longs
vermelhos sobrevoam
no céu de fogo da memória
dormir
personagens
da última página
do último livro que li:-
um truque
para que não os esqueça
feito fengs sopram
folhas
sonho com o Huang He
antiga serpente
domesticada pelo grande Yü
— longs
vermelhos sobrevoam
no céu de fogo da memória
sinais:
mimética fauna
22/03/2011
velha vida
feito meu pai me sento
na sua velha
poltrona
marrom
na cabeceira da mesa
de tábua
me apoio
no parapeito gasto
da janela
me curvo
a velha vida se repete
[... dói
saber ninguém
a repetir meus gestos
na sua velha
poltrona
marrom
na cabeceira da mesa
de tábua
me apoio
no parapeito gasto
da janela
me curvo
a velha vida se repete
[... dói
saber ninguém
a repetir meus gestos
19/03/2011
ao acaso
faço poemas inconseqüentes
já não me importo com isso
tudo que espero do poema
é que ele se liberte
que ele me liberte
que ele liberte alguém
ao acaso
[acaso exista ainda
alguém
aprisionado
neste tempo absurdo
de liberdade extrema
e solidão
absoluta]
já não me importo com isso
tudo que espero do poema
é que ele se liberte
que ele me liberte
que ele liberte alguém
ao acaso
[acaso exista ainda
alguém
aprisionado
neste tempo absurdo
de liberdade extrema
e solidão
absoluta]
18/03/2011
16/03/2011
13/03/2011
12/03/2011
10/03/2011
09/03/2011
08/03/2011
06/03/2011
um poema de Igor K. Marques
a carga de azul casual
irrompe anil no branco
fluorescente do monitor
no corte transversal
de um fragmento de texto
na percussão dos dedos
impondo o ritmo de criação
na busca da cadência
precisa da escrita
ainda sem nexo
divagando no caos inicial
entrelinha e entrelaços
entranha de cabeleira
de tranças em transe
no devaneio vagabundo
no ócio perturbador
descompasso preciso
nem côncavo
nem convexo
berço da criação
de uma ciência inexata
da poesia
Igor K. Marques - poeta e artista plástico, mantém os blogs: desenhos e poemas e free jazz textos e imagens .
Todos convidados a conhecer o trabalho de Igor, pois como ele mesmo diz: "PRECISAMOS NOS SURPREENDER COM O OLHAR DO OUTRO"
05/03/2011
03/03/2011
01/03/2011
diversos e afins
onde a montanha encontra a água
nasce a flor
nasce a flor
QUINQUAGÉSIMA QUARTA LEVA - Diversos e Afins - entre caminhos e palavras - seguir em frente é preciso - e eu vou - em busca da flor.
Obrigada, Leila e Fabrício. Bom estar no caminho com vocês. Abraços!
Obrigada, Leila e Fabrício. Bom estar no caminho com vocês. Abraços!
E agora, ellenizada. :)
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A obra 
