19/01/2012

uma canção antiga na língua da tarde
sem alarde
invade
vidraças
dissoluta atravessa cotinas
dissolve véus
vestidos
vestígios do dia - quer tocar na pele
nua
que se insinua
ao ouvir a canção - epifania - estrelas
em meio aos escombros
lua cheia - qualquer ruído será
música

4 comentários:

coffee-break disse...

Pouco a pouco as palavras seguem o ritmo da canção.

muito bonito!

Ricardo António Alves disse...

esplêndido

Nadine Granad disse...

Sempre musical!!!

Que delícia ler-te em voz alta... a cadência, os sentidos!...

São muitos os ruídos ;)

Beijos =)

Leonardo B. disse...

[delicadamente,

semeando palavra!]

um imenso abraço, Nydia

Leonardo B.

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