a cidade cresceu
além dos limites da minha infância
subiu montanhas
engoliu pastos e bois
secou
pequenos lagos
calou
corujas e sapos
apagou vagalumes
derrubou árvores
arrancou
roseiras e pomares
bulêmica
a cidade vomita
saudade
do chão de terra que já não se vê
Lasar Segall tem aquarelas expostas em SP
6 minutos atrás



A obra 

7 comentários:
As cidades abandonam nossa infância.
Beijo, querida Nydia.
Nydia,
... A minha cidade também rompeu os limites da minha infância. Não mais a reconheço, ainda que vomite "saudade do chão que já não se vê".
Lindo o poema!
Abraço!
minha cidade é um milenar
um secular compor de tesouros
restauráveis
em cada um dos meus dias
mas tão amarelados como
os ontens pendurados nos varais
daquelas estradas de paralelepípedos
e livros de contos de fadas.
Beijos, Nydia querida
Sam
E que o canto poético possa regar um pouco ds infância perdida sempre... beijos Nydia.
Sempre carinho e bom retorno de carnaval.
Carmen.
Nydia,
Verdade. As cidades vão ficando como fotografias do passado. Saudosas de coisas pueris, de simplicidades.
Abraço,
Aureliano.
Não gosto desse crescimento desenfreado.
Lindo e realseu poema!
Beijos
Mirze
Sua escrita é molesta; contudo, há algo alguma música nela, que nos faz reconsiderar.
Leia-nos.
José Caetano em nome dos poetas absentistas.
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