de grilos mortos e vagalumes inertes
num canto qualquer
cantou / não percebeu a imensidão das águas
azuis / de azulejos perfeitos
verde quase folha que flutua onde não
mergulhou
puro acaso
brilhou / enquanto eu dormia / agora é vagonada
mais um
que a morte (n)os iguala / iguanas
que o digam (somos)
línguas vermelhas dentro de corposverdes quase
vegetais / vegetam
que tudo termina
sobre a mesma terra / ou sob
barro que nos formou e espera
carne da nossa carne
gritam
as suas entranhas / onde um dia mergulharemos
afinal

A obra 