27 de ago. de 2013
26 de ago. de 2013
Relevo + mallarmargens - Um dos meus poemas aqui
Edição especial de um ano do coletivo literário mallarmargens - revista de poesia & arte contemporânea.
http://issuu.com/jornalrelevo/docs/relevo___mallarmargens/1?e=2234477/4597479
http://issuu.com/jornalrelevo/docs/relevo___mallarmargens/1?e=2234477/4597479
17 de ago. de 2013
elefantes azuis
o tempo não pára mesmo. ele não tem mais jeito. desandou a correr, ultimamente. desembestou. estouro de boiada. manada
__ de elefantes azuis
lava que escoa. corredeira. maremoto. cachoeira. avalanche. batedeira
__desertos
nós, surfistas sobre ondas instáveis. cabelo parafina, pele dourada
__sob o sol que agoniza
nós, turistas num safári no Quênia. sobrevoando baixo, sobre a boca vermelha
__de algum vulcão
escalando Everests, enfrentando Saaras, tempestades de areia
__insolação
ao longe a vida: miragem. oásis
__onde?
__ de elefantes azuis
lava que escoa. corredeira. maremoto. cachoeira. avalanche. batedeira
__desertos
nós, surfistas sobre ondas instáveis. cabelo parafina, pele dourada
__sob o sol que agoniza
nós, turistas num safári no Quênia. sobrevoando baixo, sobre a boca vermelha
__de algum vulcão
escalando Everests, enfrentando Saaras, tempestades de areia
__insolação
ao longe a vida: miragem. oásis
__onde?
12 de ago. de 2013
8 de ago. de 2013
8 de jul. de 2013
2 de jul. de 2013
"O poema" para mim - de Adriano Nunes
"O poema" - Para Nydia Bonetti
Traço a traço, o retrato
Gráfico do edifício
Vai surgindo. Do ofício,
Outro cálculo exato
Dos limites, dos lados,
Arquiteta o infinito.
- Todo o verso é subscrito,
Seus vãos articulados -
Do corredor ao quarto
Antigo, que artifício
Desse interstício é farto
De sumo? Sub-reptício,
Alarga-se o lagarto
De sonhos de silício.
Traço a traço, o retrato
Gráfico do edifício
Vai surgindo. Do ofício,
Outro cálculo exato
Dos limites, dos lados,
Arquiteta o infinito.
- Todo o verso é subscrito,
Seus vãos articulados -
Do corredor ao quarto
Antigo, que artifício
Desse interstício é farto
De sumo? Sub-reptício,
Alarga-se o lagarto
De sonhos de silício.
Adriano Nunes - quefaçocomoquenãofaço
30 de jun. de 2013
saltam do meu corpo pássaros negros
silenciosos:- minhas misérias
dormentes despertam
criam asas e tentam
se livrar dos escombros em que habitam
o clarão palpitante e o vento forte
ferem olhos
habituados à escuridão
breve retornam ao antigo claustro/ninho
de outros pássaros
ainda mais negros / e mudos
silenciosos:- minhas misérias
dormentes despertam
criam asas e tentam
se livrar dos escombros em que habitam
o clarão palpitante e o vento forte
ferem olhos
habituados à escuridão
breve retornam ao antigo claustro/ninho
de outros pássaros
ainda mais negros / e mudos
29 de jun. de 2013
POETICA DE SAL - por Santiago Aguaded Landero*
POETICA DE SAL
La poesía se hace de palabras que generan preguntas.
La poesía se hace de palabras que generan diálogo.
La poesía se hace de palabras que procrean el silencio.
Jack Landes
*Santiago Aguaded Landero / el alquimista impaciente Blog de poesía y otras literaturas
La poesía se hace de palabras que generan preguntas.
La poesía se hace de palabras que generan diálogo.
La poesía se hace de palabras que procrean el silencio.
Jack Landes
El poema no pretende más que preguntar, interpelar al lector. Y una vez se ha establecido la Pregunta el poeta debe escribir para cambiar las Preguntas. El poema no ansía respuestas pues es más importante la Pregunta que cualquier respuesta provisional, como la ciencia. Hay que escribir científicamente el corazón de los pájaros mudos, los pájaros negros de Nydia, las hermanas de Mar, el corazón de las aves asesinadas que ahora son árboles que no pueden levantar el vuelo. Hay que escribir para changer la vie, pues escribir ya cambia la vida y nos enseña nuevas ventanas por la que el poeta (y el lector) se hacen videntes (aunque no suelan coincidir sus visiones). Escribo porque no puedo dejar de escribir las aguamalas de la infancia y las alfarrecas de Portugal. Escribo para que los conjuros de Circe me devuelvan a su isla. Escribo para que el poema se incendie e ilumine su mirada (esquiva). Escribo para enamorarla ante mi propio espejo. Escribo para curarme la herida del fármaco, para sanar las quemaduras de las flores del fuego. Escribo para parecerme a Gerardo de Nerval y sus filles du feu. Escribo bebiendo la luna lisérgica de Sabines. Escribo la luna que se puede tomar como una cápsula cada ocho horas. Nunca falla y siempre es buena como hipnótico, sedante y emenagogo (para Circe). Escribir las ausencias para que se conviertan en presencias. Escribir el Mar y sus lunaciones. Escribir la SAL, la flor de SAL. Escribir las mujeres y los hombres proscritos. Escribir el mal, pues el bien, otros lo han escrito, y no pasado nada excepto el engorde de sus cuentas bancarias. Hay que escribir para encontrar el amor que no existe, para alejar a los médicos fedatarios de Glaxo y Monsanto. Escribir para obtener dividendos crecientes de la luna almaria. Recuerda, miuda lúa, menina lúa, unas gotas de luna en los ojos de los amantes ayudan a bien follecer.
*Santiago Aguaded Landero / el alquimista impaciente Blog de poesía y otras literaturas
21 de jun. de 2013
20 de jun. de 2013
os contornos do dia se desmancham
uma cortina [garoa
e pesam
os olhos da mulher no espelho
[vidraças
— onde ela esteve enquanto tudo
ruía?
lentamente desaparece a cidade
sob os panos [opacos
da chuva fina
que precede a chegada
do grande
frio
finge que é moça ainda e ensaia
uma canção e acende
o fogo
da lamparina azul / num rito
. . . . . . . . . . . . . . . .. de passagem
uma cortina [garoa
e pesam
os olhos da mulher no espelho
[vidraças
— onde ela esteve enquanto tudo
ruía?
lentamente desaparece a cidade
sob os panos [opacos
da chuva fina
que precede a chegada
do grande
frio
finge que é moça ainda e ensaia
uma canção e acende
o fogo
da lamparina azul / num rito
. . . . . . . . . . . . . . . .. de passagem
15 de jun. de 2013
há tanto tempo a fome / a sede / o incêndio nos olhos
e a cidade sitiada
os meninos perdidos
e a praça
que deveria ser do povo:- entregue ao abandono
ágoras pós-modernas serão os novos campos de guerra
santa / que é pela liberdade
arme-se de palavra e coragem
as pedras gritam
e as árvore se curvam reverentes à passagem dos pés
que as asas são escudos / e queimam
flamejantes / ensaiam voos
uma canção que faz arder
almas e corações
que sonham / campos de trigo e flores / a boa terra
em boas mãos /que não sossegam enquanto
a grande estrela não brilhar para todos
no mesmo grande céu
e a cidade sitiada
os meninos perdidos
e a praça
que deveria ser do povo:- entregue ao abandono
ágoras pós-modernas serão os novos campos de guerra
santa / que é pela liberdade
arme-se de palavra e coragem
as pedras gritam
e as árvore se curvam reverentes à passagem dos pés
que as asas são escudos / e queimam
flamejantes / ensaiam voos
uma canção que faz arder
almas e corações
que sonham / campos de trigo e flores / a boa terra
em boas mãos /que não sossegam enquanto
a grande estrela não brilhar para todos
no mesmo grande céu
10 de jun. de 2013
razão nenhuma deve haver neste silêncio agudo
de grilos mortos e vagalumes inertes
num canto qualquer
cantou / não percebeu a imensidão das águas
azuis / de azulejos perfeitos
verde quase folha que flutua onde não
mergulhou
puro acaso
brilhou / enquanto eu dormia / agora é vagonada
mais um
que a morte (n)os iguala / iguanas
que o digam (somos)
línguas vermelhas dentro de corposverdes quase
vegetais / vegetam
que tudo termina
sobre a mesma terra / ou sob
barro que nos formou e espera
carne da nossa carne
gritam
as suas entranhas / onde um dia mergulharemos
afinal
de grilos mortos e vagalumes inertes
num canto qualquer
cantou / não percebeu a imensidão das águas
azuis / de azulejos perfeitos
verde quase folha que flutua onde não
mergulhou
puro acaso
brilhou / enquanto eu dormia / agora é vagonada
mais um
que a morte (n)os iguala / iguanas
que o digam (somos)
línguas vermelhas dentro de corposverdes quase
vegetais / vegetam
que tudo termina
sobre a mesma terra / ou sob
barro que nos formou e espera
carne da nossa carne
gritam
as suas entranhas / onde um dia mergulharemos
afinal
8 de jun. de 2013
onde estão os anjos que não se pode ouvi-los?
foram prantear os inocentes mortos
da cidade em ruínas
choram pelos cães
abatidos por mãos que julgavam humanas
choram pelos homens / feras embrutecidas
pela ausência de compaixão
choram por seu Deus exilado dos homens
atônitos, observam as trevas
que se aproximam
/ é tarde / rapidamente / o sol / declina /
choram pelo fim da esperança
. . . . . . . . . . . . . e já não sabem mais cantar
foram prantear os inocentes mortos
da cidade em ruínas
choram pelos cães
abatidos por mãos que julgavam humanas
choram pelos homens / feras embrutecidas
pela ausência de compaixão
choram por seu Deus exilado dos homens
atônitos, observam as trevas
que se aproximam
/ é tarde / rapidamente / o sol / declina /
choram pelo fim da esperança
. . . . . . . . . . . . . e já não sabem mais cantar
2 de jun. de 2013
1 de jun. de 2013
31 de mai. de 2013
30 de mai. de 2013
15 de mai. de 2013
10 de mai. de 2013
14 de abr. de 2013
a dor do homem a dor dos bichos
a dor das pedras a dor
vegetal
vale de lágrimas/desterro
a dor da terra quando
trinca
a dor das águas quando
secam
a dor do ar
quando falta e sufoca
carregado de chumbo e fuligem
metálica dor/e tudo grita
e se dissolve
no grande nada
indiferente e frio universo sem
ouvidos
a dor das pedras a dor
vegetal
vale de lágrimas/desterro
a dor da terra quando
trinca
a dor das águas quando
secam
a dor do ar
quando falta e sufoca
carregado de chumbo e fuligem
metálica dor/e tudo grita
e se dissolve
no grande nada
indiferente e frio universo sem
ouvidos
10 de abr. de 2013
7 de abr. de 2013
21 de mar. de 2013
Um poema dedicado a Raul Macedo
nenhuma morte cala o poeta
seus versos ecoam
até o fim
dos tempos
que conhecemos
ainda que ardam os papéis
nas imensas fogueiras
dos erros humanos
ou o dilúvio os dissolva
mero acaso
travestido
de castigo divino
ainda que todos emudeçam
e a cegueira se alastre
feito erva daninha
sobre a flor
segue a palavra sobre tudo
que apodrece
ou evapora
o verbo que paira
desde sempre e para sempre
amém.
seus versos ecoam
até o fim
dos tempos
que conhecemos
ainda que ardam os papéis
nas imensas fogueiras
dos erros humanos
ou o dilúvio os dissolva
mero acaso
travestido
de castigo divino
ainda que todos emudeçam
e a cegueira se alastre
feito erva daninha
sobre a flor
segue a palavra sobre tudo
que apodrece
ou evapora
o verbo que paira
desde sempre e para sempre
amém.
12 de mar. de 2013
26 de fev. de 2013
sonharíamos recomeços embora fosse tempo
de caminhar sozinhos rumo ao fatídico não
lugar
tragédia anunciada: todo começo tem seu fim
propósito
desfecho
extremidades
que nunca se tocam / ou sim
se os caminhos forem círculos – quem sabe?
intento / razão / ou aniquilamento
danada palavra que quando:ocaso:tinge o céu
de vermelho
de caminhar sozinhos rumo ao fatídico não
lugar
tragédia anunciada: todo começo tem seu fim
propósito
desfecho
extremidades
que nunca se tocam / ou sim
se os caminhos forem círculos – quem sabe?
intento / razão / ou aniquilamento
danada palavra que quando:ocaso:tinge o céu
de vermelho
3 de fev. de 2013
era preciso sofrer como sofrem ainda as mães de maio
metálicos degraus revestidos de concreto e poeira
de todos os séculos
sobre a mesma dor
haveria talvez, algum sentido na rosa sobre a mesa
da sala
perturbadora visão
as mãos da minha avó cruzada sobre o peito gastas
de sangrar
por dentro
os olhos opacos como os olhos dos peixes na pia
onde os peixes dormiam
e o estalar das escamas
sob a lâmina fina faca quase preta um dia prata
desprezadas
barbatanas
mundo que se arrasta enquanto gaivotas mergulham
no mesmo velho sonho
da imagem no espelho
criado mudo sapatos de salto de pelica e veludo
onde um dia os pés
de uma mulher feliz
teias de aranha e traças colchão de palha e pulgas
encardidos e ásperos
lençóis
onde a menina descobriu janelas que davam
para dentro e viu no céu caminho
mas não voou
seu corpo era a gaiola de ferro que aprisionava
a mente
carcereiro adormecido
agora quase morto da química das águas em que
mergulha
pra se manter
cheiro de pano queimado pilhas de roupas brancas
no varal
sopradas brasas
raposas no telhado e o grande nave mergulha cega
na montanha em frente
numa noite sem luz depois das chuvas
metálicos degraus revestidos de concreto e poeira
de todos os séculos
sobre a mesma dor
haveria talvez, algum sentido na rosa sobre a mesa
da sala
perturbadora visão
as mãos da minha avó cruzada sobre o peito gastas
de sangrar
por dentro
os olhos opacos como os olhos dos peixes na pia
onde os peixes dormiam
e o estalar das escamas
sob a lâmina fina faca quase preta um dia prata
desprezadas
barbatanas
mundo que se arrasta enquanto gaivotas mergulham
no mesmo velho sonho
da imagem no espelho
criado mudo sapatos de salto de pelica e veludo
onde um dia os pés
de uma mulher feliz
teias de aranha e traças colchão de palha e pulgas
encardidos e ásperos
lençóis
onde a menina descobriu janelas que davam
para dentro e viu no céu caminho
mas não voou
seu corpo era a gaiola de ferro que aprisionava
a mente
carcereiro adormecido
agora quase morto da química das águas em que
mergulha
pra se manter
cheiro de pano queimado pilhas de roupas brancas
no varal
sopradas brasas
raposas no telhado e o grande nave mergulha cega
na montanha em frente
numa noite sem luz depois das chuvas
28 de jan. de 2013
26 de jan. de 2013
a ilha dos pássaros
azuis
bem que eu preciso
voar
dormem os brotos
que vão se abrir
de manhã
ao chamado
do sol
saltam distantes
os olhos
que é para não
chorar
algodão doce
trompete
momento café
língua profana
professa
que não estamos
sós
milícias miram
em mim
subtrair-me
pra quê?
se tudo canta
enquanto caem
romãs
e espelhos trincam
imagens reais
azuis
bem que eu preciso
voar
dormem os brotos
que vão se abrir
de manhã
ao chamado
do sol
saltam distantes
os olhos
que é para não
chorar
algodão doce
trompete
momento café
língua profana
professa
que não estamos
sós
milícias miram
em mim
subtrair-me
pra quê?
se tudo canta
enquanto caem
romãs
e espelhos trincam
imagens reais
19 de jan. de 2013
descobre enfim
não existir a tal grande cidade
que imaginava
elas são muitas
pequenas
cidades
dentro de um mesmo indefinido
território
homens perdidos
sem história
ou memória comum
que os aproximem. ou
os irmanem. nada
além
da invisível fronteira
de asco
isolamento e medo
a cúpula cinzenta
que tudo encobre
e a noite/trator inexorável
que tudo aplaina
hoje
cai feito um véu sobre o nada
(...lentamente)

não existir a tal grande cidade
que imaginava
elas são muitas
pequenas
cidades
dentro de um mesmo indefinido
território
homens perdidos
sem história
ou memória comum
que os aproximem. ou
os irmanem. nada
além
da invisível fronteira
de asco
isolamento e medo
a cúpula cinzenta
que tudo encobre
e a noite/trator inexorável
que tudo aplaina
hoje
cai feito um véu sobre o nada
(...lentamente)






A obra 