4 de jun. de 2010

(XVI)

a água na chaleira ferve
é madrugada já - a erva é doce
a camomila nem tanto
tisana de perfume suave
perfeita para mentes distônicas
(talvez me adoce a alma)
robótica a mão apaga o fogo
os olhos pesam
(como o nada é pesado)
autômatos os pés se arrastam
zumbi o corpo se atira na cama
mergulho suicida
no vazio onde as dores evaporam
até amanhecer
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