volta a mergulhar no vazio
ainda mais fundo
suporta
cada vez mais
tempo
submerso
um dia vira peixe
e não
retorna
à superfície
na noite abissal
seu habitat natural, talvez
se encontre
29 de set. de 2011
28 de set. de 2011
24 de set. de 2011
15 de set. de 2011
Um Poema Visual de Constança Lucas
Postal com um Poema Visual da Constança Lucas. Acabei de receber. Lindíssimo. Grata Constança. Teu trabalho é mesmo fascinante. E esse frasco de "coisas" faz pensar... Abraços!
14 de set. de 2011
11 de set. de 2011
o planeta apodrece
passou do verde à decrepitude
sem conhecer o gosto doce
da alegria madura
talvez sejam apenas
meus olhos
secos
deturpada visão
no deserto cotidiano
o que impeça o vislumbre
da imensa
e generosa árvore
da vida possível
ouço pássaros, não posso vê-los
serão necrófagos ou sabiás
laranjeira?
sinto cheiro de mel
passou do verde à decrepitude
sem conhecer o gosto doce
da alegria madura
talvez sejam apenas
meus olhos
secos
deturpada visão
no deserto cotidiano
o que impeça o vislumbre
da imensa
e generosa árvore
da vida possível
ouço pássaros, não posso vê-los
serão necrófagos ou sabiás
laranjeira?
sinto cheiro de mel
9 de set. de 2011
o mundo atônito - fogo no céu
no arranha-céu
arranha céu
e terra
não mais o mesmo
céu
a mesma terra
os mesmos homens - não mais
*
o medo
é a bomba que corrói
sufoca – paralisa – cala
implode
o ódio
é a bomba que destrói
devasta - dilacera – grita
explode
*
o ódio cega - o medo seca
o ódio inflama - o medo murcha
o ódio queima - o medo é cinza
*
o ódio
é mais forte do que o medo
porque mata e depois
mata de medo
*
na terra desolada, passeiam juntos
até que morram
pois que um dia - medo e ódio
terão fim
no arranha-céu
arranha céu
e terra
não mais o mesmo
céu
a mesma terra
os mesmos homens - não mais
*
o medo
é a bomba que corrói
sufoca – paralisa – cala
implode
o ódio
é a bomba que destrói
devasta - dilacera – grita
explode
*
o ódio cega - o medo seca
o ódio inflama - o medo murcha
o ódio queima - o medo é cinza
*
o ódio
é mais forte do que o medo
porque mata e depois
mata de medo
*
na terra desolada, passeiam juntos
até que morram
pois que um dia - medo e ódio
terão fim
