estranha tarde
sem rumo sem meta
sinal ou seta
sequer estrada
e um desejo absurdo
de caminhar
20 de nov. de 2011
18 de nov. de 2011
Meus poemas n'O BULE
Um prazer estar n'O BULE. E em tão boa companhia. Grata Geraldo. Abraço!
Nessa mesma edição, poemas de Claudio Daniel e Paulo Kauim.
16 de nov. de 2011
15 de nov. de 2011
14 de nov. de 2011
como se o tempo fosse um bicho
uma fera do pântano
agarro-o pelas crinas
ele se vira e me olha
com seus olhos de lava e cinzas
dragão
ressurgido dos escombros
(ancestral
das aves que renascem
para morrer todos os dias
ao por do sol)
autofágica criatura
ruminante de asas
tritura gente e flor e pedra e bicho
que encontra no caminho
bulêmico — regurgita pedaços
acende a pira
onde tudo arde e finalmente
num gran finale trágico
previsível e recorrente — se atira
e então — tudo é noite
uma fera do pântano
agarro-o pelas crinas
ele se vira e me olha
com seus olhos de lava e cinzas
dragão
ressurgido dos escombros
(ancestral
das aves que renascem
para morrer todos os dias
ao por do sol)
autofágica criatura
ruminante de asas
tritura gente e flor e pedra e bicho
que encontra no caminho
bulêmico — regurgita pedaços
acende a pira
onde tudo arde e finalmente
num gran finale trágico
previsível e recorrente — se atira
e então — tudo é noite
11 de nov. de 2011
10 de nov. de 2011
4 de nov. de 2011
As Mulheres Poetas na Literatura Brasileira
O poeta Rubens Jardim, tem publicado em seu site uma série interessantíssima, intitulada "AS MULHERES POETAS NA LITERATURA BRASILEIRA", e foi com grata surpresa e alegria que vi meu nome citado ali, entre essas mulheres poetas que admiro, no espaço deste que considero um grande poeta. Super obrigada, caro Rubens. Foi mesmo uma emoção. Abraços fraternos!
1 de nov. de 2011
28 de out. de 2011
21 de out. de 2011
17 de out. de 2011
12 de out. de 2011
7 de out. de 2011
3 de out. de 2011
2 de out. de 2011
30 de set. de 2011
29 de set. de 2011
28 de set. de 2011
24 de set. de 2011
15 de set. de 2011
Um Poema Visual de Constança Lucas
Postal com um Poema Visual da Constança Lucas. Acabei de receber. Lindíssimo. Grata Constança. Teu trabalho é mesmo fascinante. E esse frasco de "coisas" faz pensar... Abraços!
14 de set. de 2011
11 de set. de 2011
o planeta apodrece
passou do verde à decrepitude
sem conhecer o gosto doce
da alegria madura
talvez sejam apenas
meus olhos
secos
deturpada visão
no deserto cotidiano
o que impeça o vislumbre
da imensa
e generosa árvore
da vida possível
ouço pássaros, não posso vê-los
serão necrófagos ou sabiás
laranjeira?
sinto cheiro de mel
passou do verde à decrepitude
sem conhecer o gosto doce
da alegria madura
talvez sejam apenas
meus olhos
secos
deturpada visão
no deserto cotidiano
o que impeça o vislumbre
da imensa
e generosa árvore
da vida possível
ouço pássaros, não posso vê-los
serão necrófagos ou sabiás
laranjeira?
sinto cheiro de mel
9 de set. de 2011
o mundo atônito - fogo no céu
no arranha-céu
arranha céu
e terra
não mais o mesmo
céu
a mesma terra
os mesmos homens - não mais
*
o medo
é a bomba que corrói
sufoca – paralisa – cala
implode
o ódio
é a bomba que destrói
devasta - dilacera – grita
explode
*
o ódio cega - o medo seca
o ódio inflama - o medo murcha
o ódio queima - o medo é cinza
*
o ódio
é mais forte do que o medo
porque mata e depois
mata de medo
*
na terra desolada, passeiam juntos
até que morram
pois que um dia - medo e ódio
terão fim
no arranha-céu
arranha céu
e terra
não mais o mesmo
céu
a mesma terra
os mesmos homens - não mais
*
o medo
é a bomba que corrói
sufoca – paralisa – cala
implode
o ódio
é a bomba que destrói
devasta - dilacera – grita
explode
*
o ódio cega - o medo seca
o ódio inflama - o medo murcha
o ódio queima - o medo é cinza
*
o ódio
é mais forte do que o medo
porque mata e depois
mata de medo
*
na terra desolada, passeiam juntos
até que morram
pois que um dia - medo e ódio
terão fim

