a poesia
fez de mim uma ilha
onde pássaros pousam
queimam os pés
e partem
26 de dez. de 2011
21 de dez. de 2011
20 de dez. de 2011
18 de dez. de 2011
17 de dez. de 2011
16 de dez. de 2011
15 de dez. de 2011
12 de dez. de 2011
raios partiram — árvore velha e lassa
que renasçam morangos
quando chover
e o jardim de concreto e asco
seja campo
— e vasto
que renasçam morangos
quando chover
e o jardim de concreto e asco
seja campo
— e vasto
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via-verso
10 de dez. de 2011
6 de dez. de 2011
Nas verdades que canta, a força do poema
Que pedra seja
pedra
E vento seja
Vento
Que seja eterno enquanto
Cascalho e ventania
Que se sopre e que se pise — caminho
Alento
Brisa
Dia
De olhos secos e chão
Nenhum
Diga de nós (busca e retrato)
Do que sai pelos olhos — palavra
Feito carne
Solidez de vento
Invisível pedra
Que seja
A mais precária das verdades
Em que ainda acredito
Que pedra seja
pedra
E vento seja
Vento
Que seja eterno enquanto
Cascalho e ventania
Que se sopre e que se pise — caminho
Alento
Brisa
Dia
De olhos secos e chão
Nenhum
Diga de nós (busca e retrato)
Do que sai pelos olhos — palavra
Feito carne
Solidez de vento
Invisível pedra
Que seja
A mais precária das verdades
Em que ainda acredito
4 de dez. de 2011
30 de nov. de 2011
28 de nov. de 2011
24 de nov. de 2011
20 de nov. de 2011
18 de nov. de 2011
Meus poemas n'O BULE
Um prazer estar n'O BULE. E em tão boa companhia. Grata Geraldo. Abraço!
Nessa mesma edição, poemas de Claudio Daniel e Paulo Kauim.
16 de nov. de 2011
15 de nov. de 2011
14 de nov. de 2011
como se o tempo fosse um bicho
uma fera do pântano
agarro-o pelas crinas
ele se vira e me olha
com seus olhos de lava e cinzas
dragão
ressurgido dos escombros
(ancestral
das aves que renascem
para morrer todos os dias
ao por do sol)
autofágica criatura
ruminante de asas
tritura gente e flor e pedra e bicho
que encontra no caminho
bulêmico — regurgita pedaços
acende a pira
onde tudo arde e finalmente
num gran finale trágico
previsível e recorrente — se atira
e então — tudo é noite
uma fera do pântano
agarro-o pelas crinas
ele se vira e me olha
com seus olhos de lava e cinzas
dragão
ressurgido dos escombros
(ancestral
das aves que renascem
para morrer todos os dias
ao por do sol)
autofágica criatura
ruminante de asas
tritura gente e flor e pedra e bicho
que encontra no caminho
bulêmico — regurgita pedaços
acende a pira
onde tudo arde e finalmente
num gran finale trágico
previsível e recorrente — se atira
e então — tudo é noite
11 de nov. de 2011
10 de nov. de 2011
4 de nov. de 2011
As Mulheres Poetas na Literatura Brasileira
O poeta Rubens Jardim, tem publicado em seu site uma série interessantíssima, intitulada "AS MULHERES POETAS NA LITERATURA BRASILEIRA", e foi com grata surpresa e alegria que vi meu nome citado ali, entre essas mulheres poetas que admiro, no espaço deste que considero um grande poeta. Super obrigada, caro Rubens. Foi mesmo uma emoção. Abraços fraternos!

