25 de set. de 2010

cinco poemas de Geraldo Barros

I.

sinto um rio
se despreguiçando
em meu peito
quando os meus olhos
abrem a manhã
nos seus

II.

é em mãos gentis
que o vento repousa
depois de um longo temporal

a poesia
escorre nos dedos

III.

quanto mais
esfrego a língua
num poema

mais ele mancha
minha alma

IV.

ando cheio
de tantos vazios
que uma hora
esse nada explode
e tudo vai acontecer

V.

tudo o que tocava umidecia
não sabia ela que dentro dela
corria um rio


O poeta Geraldo Barros percorre um caminho na poesia que me agrada muito. São poemas minimalistas, intimistas, quase epigramáticos, que possuem o que considero mais importantante na poesia - identidade. Sim - é possível reconhecê-los. Eu gosto demais... Especialmente destes, a mim presenteados. :) Obrigada Geraldo. São mesmo lindos. Beijos!

OBS: Pode haver melhor presente do que um poema?! Ganhei mais um :) E ele é azul... aqui:
uns cantares - no blog A ti, poesia do poeta Danilo de Abreu Lima, que acompanho e admiro desde os tempos do Overmundo. Obrigada, Danilo. Tua poesia me comove. Beijos!
English French German Spain Italian Dutch Russian Japanese Korean Arabic Chinese Simplified