I.
sinto um rio
se despreguiçando
em meu peito
quando os meus olhos
abrem a manhã
nos seus
II.
é em mãos gentis
que o vento repousa
depois de um longo temporal
a poesia
escorre nos dedos
III.
quanto mais
esfrego a língua
num poema
mais ele mancha
minha alma
IV.
ando cheio
de tantos vazios
que uma hora
esse nada explode
e tudo vai acontecer
V.
tudo o que tocava umidecia
não sabia ela que dentro dela
corria um rio
O poeta Geraldo Barros percorre um caminho na poesia que me agrada muito. São poemas minimalistas, intimistas, quase epigramáticos, que possuem o que considero mais importantante na poesia - identidade. Sim - é possível reconhecê-los. Eu gosto demais... Especialmente destes, a mim presenteados. :) Obrigada Geraldo. São mesmo lindos. Beijos!
sinto um rio
se despreguiçando
em meu peito
quando os meus olhos
abrem a manhã
nos seus
II.
é em mãos gentis
que o vento repousa
depois de um longo temporal
a poesia
escorre nos dedos
III.
quanto mais
esfrego a língua
num poema
mais ele mancha
minha alma
IV.
ando cheio
de tantos vazios
que uma hora
esse nada explode
e tudo vai acontecer
V.
tudo o que tocava umidecia
não sabia ela que dentro dela
corria um rio
O poeta Geraldo Barros percorre um caminho na poesia que me agrada muito. São poemas minimalistas, intimistas, quase epigramáticos, que possuem o que considero mais importantante na poesia - identidade. Sim - é possível reconhecê-los. Eu gosto demais... Especialmente destes, a mim presenteados. :) Obrigada Geraldo. São mesmo lindos. Beijos!
OBS: Pode haver melhor presente do que um poema?! Ganhei mais um :) E ele é azul... aqui: uns cantares - no blog A ti, poesia do poeta Danilo de Abreu Lima, que acompanho e admiro desde os tempos do Overmundo. Obrigada, Danilo. Tua poesia me comove. Beijos!