33.
Voz em que se basta
cata decifrar palavras,
mistérios dos sons.
Quanto a mim, subo montanhas
pra ouvir em meios tons.
42.
A desesperança
é fêmea que traz na boca
a palavra algema.
Quer vencer o sortilégio?
Vista o mundo de poema.
131.
A lágrima diz
a palavra de metal
com brilho no traço.
Corta fundo o sentimento
seja ouro, prata ou aço.
135.
Vou esvaziar
conceitos e preconceitos
para transcender
a chama das diferenças.
Concede-me um Saara.
*Poemas do livro 'Tankas da Madrugada' onde poeta Cloves Marques presta sua homenagem ao centenário da chegada da primeira leva de imigrantes japoneses ao Brasil(1908/2008).
"Cloves Marques conhece a katana do samurai, mas é como se empunhasse o punhal de Lampião que escreve seus tankas. A Forma é japonesa; a alma, nordestina."
Voz em que se basta
cata decifrar palavras,
mistérios dos sons.
Quanto a mim, subo montanhas
pra ouvir em meios tons.
42.
A desesperança
é fêmea que traz na boca
a palavra algema.
Quer vencer o sortilégio?
Vista o mundo de poema.
131.
A lágrima diz
a palavra de metal
com brilho no traço.
Corta fundo o sentimento
seja ouro, prata ou aço.
135.
Vou esvaziar
conceitos e preconceitos
para transcender
a chama das diferenças.
Concede-me um Saara.
*Poemas do livro 'Tankas da Madrugada' onde poeta Cloves Marques presta sua homenagem ao centenário da chegada da primeira leva de imigrantes japoneses ao Brasil(1908/2008).
"Cloves Marques conhece a katana do samurai, mas é como se empunhasse o punhal de Lampião que escreve seus tankas. A Forma é japonesa; a alma, nordestina."
Raimundo Gadelha