15 de jan. de 2011

águas barrentas

raso e manso
o rio da infância
agora transborda
enverga
as amoreiras
destrói o asfalto
que não havia
arranca pela raiz
as velhas
mangueiras
decepa
os lírios brancos
talvez
para sempre
é findo
o tempo da doçura
e da inocência
[... águas barrentas
fúria

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