10 de jan. de 2011

dois poemas - de Hilton Valeriano

PROMESSAS

Aquelas promessas não serão cumpridas.
Mas farão parte de tua coleção de esperas.
Aquelas promessas nunca se realizarão.
Mas constituirão o alento necessário
para que possas continuar a viver.

Serás para sempre um resto aniquilado
de esperanças

que se ergue em amor restituído.


CHUVA

ouvir a chuva
silenciar palavras
recolher sobras
diárias
da convulsão
humana

sentir a chuva
aproximar pessoas
acolher o tempo
desigual
endêmico

lavar as mãos
de quem só soube tê-las

fechadas


Hilton Valeriano - Poesia Diversa

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