31 de jan. de 2011

um poema de Marina Tsvetáieva



No céu azul os olhos fitos
Como exclamas:— Será tempestade!

Para o flâneur a erguer a sobrancelha
Como exclamas:— Será Amor!

Entre a indiferença cinza dos musgos
Assim exclamo: — Será verso!

1936, Marina Tsvetáieva
Tradução de Veronica Filíppovna
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