urbano pós-moderno o poeta devora
cimento e aço / pedra e areia
além de outros pós
finíssimos (aglutinantes)
bebe petróleo e outros líquidos
altamente inflamáveis
então cospe delírios
estradas que não chegam e edifícios
em chamas (sua casa)
enquanto a flor insiste e brota
desafiando insensatez
e cinzas
Um sul imaginado
Há um dia