passam navios pela minha janela
vindos do poço
onde pássaros se escondem
e esperam
que o vento sopre
a canção das cordas úmidas
e então adormecem
até que brote a vela branca flor
do dia
que faz voar navios
e navegarem pássaros
no metileno azul
de alguns olhos de céus
não meus