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30 de abr. de 2009

SERTÃO


a pele trinca
árido sertão à espera
dos teus olhos de chuva


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15 de fev. de 2009

GUARDA-CHUVA SOL

risco
a pela com gravetos
- apanhados na grama
molhada
das chuvas que não cessam

cheiro
de goiaba no pé
- apanho algumas
todas bichadas
mas o sabor é mel

chuva de folhas
- e outros bichos
cai sobre mim

viver
é caminhar na chuvas
- pele arranhada de gravetos
frutos doces no pé
todos bichados

além
do que as mãos os pés a boca
- e os olhos alcançam
sobre nossas cabeças
um sol vermelho espera

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5 de jan. de 2009

In_certo Céu

sem asas
sem cantos
silencioso
vermelho
como uma pipa
a flutuar no céu
das incertezas
o amor

o vento favorável
faz voar no azul
dos amores etéreos
o vento forte
contrário e imprevisto
das tempestades
sempre chega

rompe-se a linha
o amor se perde

então
não era amor
posto que o amor
nunca se perde
mesmo sem linha
voa e retorna
faz chorar solidão

não retornou...

o que não era amor desfez-se
assim nas águas
de anunciados temporais
águas vermelhas correm
no rio dos nossos olhos
tingidos do papel
que se desfaz

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