Mostrando postagens com marcador vento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vento. Mostrar todas as postagens

17 de mai. de 2009

CISCO

semente
parece um cisco
pedra — graveto
— seca
parece não ter vida
basta que caia
em terra boa
e o que dorme desperta
o que lasca parece
rompe a casca e brota

frágil — a princípio
encorpa
torna-se tenro caule
desperta em folhas
— verdes
desponta em flor
e em fruto — amadurece
vermelha — vermelho
em ciclos se transforma
se exaure em dádivas

tronco rude áspero
velha árvore lenha
fogueira em chamas
— fagulhas na noite
incandescente — brasa
— negro carvão
cinza... cinza... cinza...
vento... vento...
cisco
— nos meus olhos vermelhos

5 de jan. de 2009

In_certo Céu

sem asas
sem cantos
silencioso
vermelho
como uma pipa
a flutuar no céu
das incertezas
o amor

o vento favorável
faz voar no azul
dos amores etéreos
o vento forte
contrário e imprevisto
das tempestades
sempre chega

rompe-se a linha
o amor se perde

então
não era amor
posto que o amor
nunca se perde
mesmo sem linha
voa e retorna
faz chorar solidão

não retornou...

o que não era amor desfez-se
assim nas águas
de anunciados temporais
águas vermelhas correm
no rio dos nossos olhos
tingidos do papel
que se desfaz

Creative Commons License
Licença Creative Commons.
English French German Spain Italian Dutch Russian Japanese Korean Arabic Chinese Simplified