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7 de mai. de 2009

NO ABSURDO

noite outra vez
dentro de mim
imensa
vazia
silenciosa
não há estrelas
lua
ou vaga-lumes
bicho que voa
- nada.

nenhum suspiro
ou passo
nenhum gemido
ou grilo
nenhum pigarro
ou tosse
nenhum latido
ou vento
bicho agourento
- ninguém.

goteira
pingos de torneira
águas do rio
corredeira
chuvas
no telhado
estalos na madeira
- não há.
a vida suspensa
no absurdo.

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