Mostrando postagens com marcador silêncio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador silêncio. Mostrar todas as postagens

20 de mai. de 2009

NOVAS PALAVRAS

a dança dos sentidos
desarticula o verbo
captura o instante

enreda a trama

desfeita em silêncio
hoje sou pedra
- não quero ir

palavras são estradas
só me movo daqui
rolando

seixo rolado

inda acabo num rio
é preciso seguir
- e eu vou

o curso d’água
agora é o caminho
outras palavras

seguem

assim, desfeita em areias
- um dia
encontro o mar

em que novas palavras
navegarei?

Bookmark and Share

7 de mai. de 2009

NO ABSURDO

noite outra vez
dentro de mim
imensa
vazia
silenciosa
não há estrelas
lua
ou vaga-lumes
bicho que voa
- nada.

nenhum suspiro
ou passo
nenhum gemido
ou grilo
nenhum pigarro
ou tosse
nenhum latido
ou vento
bicho agourento
- ninguém.

goteira
pingos de torneira
águas do rio
corredeira
chuvas
no telhado
estalos na madeira
- não há.
a vida suspensa
no absurdo.

Bookmark and Share

10 de fev. de 2009

IN_SONE



Di-
vago na noite
saio à janela e
grito:
silêncio!

na esperança
de que alguém
possa me ou-
vir
ou que meu grito
acorde
uma ave noturna
e eu possa ou-
vir
o som de suas asas

talvez
ainda que
agourento um pio

Quem sabe um cão
apareça
e eu possa olhar seus olhos
e ou-
vir
seus ui-
vos

Mas há
a minha frente
uma imensa montanha
que minha voz ecoa
e que meu grito
me devolve em salvas

Que aumenta
e perpe-
tua
o meu silêncio.

Creative Commons License
Licença Creative Commons.
English French German Spain Italian Dutch Russian Japanese Korean Arabic Chinese Simplified