
Di-
vago na noite
saio à janela e
grito:
silêncio!
na esperança
de que alguém
possa me ou-
vir
ou que meu grito
acorde
uma ave noturna
e eu possa ou-
vir
o som de suas asas
talvez
ainda que
agourento um pio
Quem sabe um cão
apareça
e eu possa olhar seus olhos
e ou-
vir
seus ui-
vos
Mas há
a minha frente
uma imensa montanha
que minha voz ecoa
e que meu grito
me devolve em salvas
Que aumenta
e perpe-
tua
o meu silêncio.
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