Itália antiga: não possuía unidade étnica nem cultural, era uma mistura de vários povos, com diversos costumes, tradições, línguas, origens.
Ao norte do Rio Pó: Bárbaros, gauleses e germanos
Ao sul: era um pedaço da Grécia
A única cultura do povo de origem, era a etrusca, nas regiões centrais.
Até mesmo a cultura romana, que dominaria toda península, teve suas raízes na grega, que combinada com a tradição etrusca, é renovada, tendo inclusive influencias bárbaras.
A Magna Grécia
Grande Período Clássico: apenas no sul da Itália e na Sicília.
Antigas Cidades das regiões calabresas e sículas, sofrem colonização grega e a arte que ali aflora é grega. Quase não existe influencia do gosto local, ou dos seus cultos e rituais, na cultura da Magna Grécia.
Alguns aspectos distintos: irregularidade nas repetições das proporções originais e mistura de motivos, também pelo fato dos arquitetos e escultores gregos que ali trabalhavam vinham de regiões diversas.
Também havia uma certa exuberância nos aspectos decorativos, quase sempre de terracota colorida; uma certa suavidade na arquitetura e escultura devido ao uso de um calcário tenro, poroso, dourado, como vemos no Trono Ludovisi (fig.01) e no Perseu cortando a cabeça da Medusa (fig. 02).

Trono Ludovisi, arte jônica da Magna Grécia c. 460 a. C. mármore, Museo Nacionale Romano di Palazzo Altemps, Roma

Perseu cortando a cabeça da Medusa, métopa do templo C, em Selinunte, c 550 - 540 a. C., calcário, Museo Archeológico Nazionale, Palermo
Íbico de Régio (em grego, Ἴβυκος - Íbykos, na transliteração) foi um poeta lírico coral grego, nascido na primeira metade do século VI a.C. Inicialmente compôs poemas de temática mitológica, mas é mais conhecido pelos de tema levemente eróticos. De sua obra, temos apenas alguns fragmentos.
Segundo a lenda, foi morto por assaltantes perto da cidade de Corinto, mas umas garças, tendo visto o crime, vingaram-no matando seus assassinos a bicadas.
Íbico - Fr.6D
Eros, de novo, sob pálpebras sombrias,
Lança-me olhares molhados
De manhas mil,
E me enreda nas malhas cerradas
Da deusa da beleza.
À sua aproximação,
Tremo
Como um cavalo atrelado,
Antes pronto a vencer,
Agora hesitante
Ante carros mais rápidos.
Tradução: Décio Pignatari
Íbico - Fr.22b Page
Quando a gloriosa, insone madrugada desperta os rouxinóis...
Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira
Íbico - Fr.6d
Alçam-se os marmeleiros na primavera,
E os romanzeiros na vazão dos rios,
Onde o jardim das virgens sensualizam rosas.
Dulçura exorbita em gomos, sob os pâmpanos.
Contudo, a mim, jamais o amor me adoça ou passa.
Tortura-me deus Eros, como o Bóreas trácio,
Quando seus trovões da Cípria assopra
Roucos, indefensáveis, tenebrosos,
E sob as pálpebras de névoa,
Eros, por cima, cálido me espia,
Para lançar-me aos laços de Afrodite,
Aos mansos passos de Eros estremeço
Qual cavalo velho, fatigado das vitórias,
E que em carro alucinado, contrafeito,
Lança em últimas contendas a carcaça.
Tradução: Antonio Medina Rodrigues